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sábado, 6 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #6

Para finalizarmos o especial GP do Brasil, vamos relembrar o melhor resultado da história da única equipe brasileira na F1, a Copersucar-Fittipaldi, com Emerson ao voltante no GP do Brasil de 1978, a Copersucar foi ao podium no segundo lugar, grandes lembranças, agora é esperar o GP Brasil 2010.



Emerson em Jacarepagua
Devido as reformas em Interlagos, o GP do Brasil de 1978 foi disputado no circuito de Jacarepagua no Rio de Janeiro, palco perfeito para a abertura do mundial daquele ano.

A corrida iria iniciar com Ronnie Peterson partindo na pole position com o Lotus antigo, seguido de Hunt, Andretti, Reutemann, Tambay, Villeneuve e filnamente Emerson Fittipaldi, partindo com seu novo carro.

A corrida começou bem para Reutemann que assumiu a ponta pra não perder mais e vencer sua primeira corrida na Ferrari e a primeira dos pneus Michellin, Andretti chegaria em segundo, mas na 57º de 63 o câmbio de seu carro travou na quarta marcha e ele abandonou a corrida.

Sorte de Emerson que resistia bravamente a pressão de Niki Lauda e acabou herdando a segunda posição, foi um grande dia para Emerson, para a Copersucar e para o Brasil!



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #5



Timo Glock venceu o campeonato mundial para Lewis Hamilton no GP Brasil de 2008, não que fosse isso que ele queria, mas Timo não tinha nada a perder e decidiu permanecer na pista bem molhada sem trocar pneus, quando quase todos fizeram o oposto. Hamilton se viu na última volta da corrida em 6º lugar atrás do avassalador Sebastian Vettel que havia lhe ultrapassado pouco antes.

Minutos antes da largada
"Eu não sei o que aconteceu" disse Hamilton "Meus pneus ficaram destruidos e não conseguia fazer mais nada além de manter meu carro na pista. Meu coração estava na boca e então ouvi que era a última volta e eu estava acelerando tudo pra chegar em Sebastian, mas eu não iria conseguir. Em seguida a equipe disse que tinha que pegar o Glock, mas eu não sabia onde ele estava, me disseram que ele estava lento mas eu não sabia o quão longe. Fiquei rezando para que eu pudesse pega-lo e quase não acreditei quando o vi na saida da curva 10(junção).

Eu sabia que tinha que passá-lo nas últimas curvas e ele estava na ponta dos pés e consegui passá-lo na última curva. Eu só posso agradecer a Deus. Meu coração estava prester a explodir. Eu não sei como eu mantive a calma."
Massa lidera

Um pouco abaixo dessa emoção estava Felipe Massa, perdendo o campeonato mundial por 1 ponto depois de vencer o segundo GP Brasil de sua carreira. Durante a coletiva Felipe disse "A corrida foi simplesmente perfeita, estou orgulhoso da equipe mas infelizmente perdemos por um ponto, isso é corrida, ela só termina na bandeirada." a frase resignada da situação talvez se devesse mais ao lembrar dos erros da Ferrari durante a temporada e saber que não poderia falar sobre isso, do que qualquer outra coisa, afinal no Brasil ele tinha conseguido o máximo.

Quando Massa desceu da Ferrari, reverenciou o público, e não havia uma alma em Interlagos que não sentia orgulho de Felipe, ele havia sido o herói. Tinha dado a todos aquele momento. A força sobre-humana para conter as lágrima no pódio mostrou a forma como tomou a derrota, com graça e estilo que raramente se vê no esporte moderno.
Interlagos foi palco da decisão mais apertada da história
Foi um confronto tão improvável que até mesmo Hollywood não teria feito um filme assim, os roteiristas teriam rido fora dos estúdios. A realidade é, foi e sempre será mais selvagem que a ficção. Até no centro de imprensa, ingleses e brasileiros concordaram que os dois homen foram campeões. Não se pode dizer que nos livros de história estará assim, mas quem viu Felipe Massa em Interlagos pode sentir um pouco da alegria de um campeão. Os livros não importam.

Levado a protagonista Glock foi perguntado se teria dado o titulo ao Inglês deliberadamente, Glock não poderia ter sido mais perfeito "As pessoas que pensam que eu decidiria o campeonato, ou que eu deixaria Lewis passar, eles não tem uma idéia real sobre o que são corridas".
Massa no podium
Após esse turbilhão de emoções poucos se lembraram que Alonso e Raikkonen cruzaram a linha de chegada antes de Hamilton, e acompanharam Massa ao podium. Nelsinho Piquet bateu logo na primeira volta e Rubens Barrichello fechou o ano com um 15º lugar.

Tanto Lewis e Felipe mereciam o titulo, Hamilton venceu, Massa foi o herói do dia, mas o verdadeiro vencedor era o esporte. A Formula 1 não poderia ter decisão melhor.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #4



Não houve grandes mudanças no cenário de forças para a segunda etapa do campeonato mundial de 1991, o GP Brasil mostrava de novo Senna na pole position com as Williams de Manselle e Patrese em seu encalço. Nelson Piquet e Mauricio Gugelmin os outros brasileiros formavam a quarta fila do grid em Interlagos.

No inicio Senna partiu na ponta seguido por Mansell, Patrese e Alesi, a largada ainda contou com uma inflamada Mclaren de Berger partindo com um show pirotequinico. Mansell começou um ataque firme a Senna na 22ª volta e sem conseguir passar foi aos boxes para trocar pneus, em uma troca desastrosa Mansell perdeu tempo precioso na briga com Senna.

Após os pits de todos os ponteiros, com exceção de Piquet como sempre, Mansell aparecia em segundo lugar seguido de Piquet e Patrese, em ritmo alucinante Mansell tenta recuperar o tempo perdido nos pits, a briga foi acirrada até a volta 50ª quando Mansell voltou aos boxes com um pneu furado.

Mansell voltou meio minuto atrás de Senna e com pneus novos tirava vertiginosamente a diferença, só que no esforço da perseguição Mansell quebrou a caixa de câmbio do Williams ao rodar no S do Senna, a Williams desaparecendo na fumaça da própria rodada foi muito comemorada pela arquibancada e parecia que seria fácil para Senna vencer finalmente seu primeiro GP Brasil após oito tentativas.
Patrese a frente de Alesi
Mas como sempre, as coisas não são tão simples e além de enfrentar como todos os pilotos uma chuva nas últimas 3 voltas da corrida, calçado com pneus slicks, Senna foi obrigado a enfrentar outro desafio solitário, a partir da 65ª volta, a terceira e a quarta marchas da McLaren não engataram. Mais algumas voltas e a quinta marcha também não entrou.

Patrese, segundo aquela altura depois de passar Piquet, tirava 3 segundos por volta e chegava perigosamente, para manter a McLaren na frente, Senna, sem o recurso de frear o carro com as reduções de marcha e, principalmente, sem o torque das marchas mais curtas para retomar a velocidade nas saídas de curva no chamado "miolo" de Interlagos, compensou tudo com um enorme sacrifício físico
Toda a pressão que o ângulo das curvas provocava no sistema de direção ia direto para os seus braços. De uma hora para a outra, o volante moderno e sofisticado da McLaren se tornou quase tão pesado como o de um carro de passeio que perdesse subitamente o conforto da direção hidráulica.
Senna no podium
Ao cruzar a linha de chegada, Senna gritava freneticamente no cockpit, um misto de dor e alivio, "Eu não acredito!" berrava no rádio o brasileiro, após a exaustão da corrida Senna parou na retra oposta, desmaiado foi atendido na pista por Sid Watkins, companheiro de pescaria dias antes do GP Brasil. Era a primeira das duas vitórias que Senna conseguiu no Brasil, apenas mais um capitulo da mais bela carreira da F1.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #3



O GP do Brasil de 1983, seria disputado no Rio de Janeiro no autodromo de Jacarepagua e iniciava uma nova temporada da Formula 1 e sua série de mundanças nos carros, fundo chato, o apice dos motores turbos e o baque da morte do fundador da Lotus, Collin Chapman, dizem morto de um ataque cardiaco aos 54 anos.

Nelson Piquet, vinha de uma temporada complicada em desenvolimento no ano anterior, mas começava o ano cheio de expectativas em colher os frutos de seu trabalho e da equipe, e foi assim que ele venceu o GP do Brasil.

Como o reabastecimento não era algo comum naqueles tempos, Nelson Piquet teve a grande sacada do GP do Brasil, largou em 4º mas na 7ª volta ultrapassou Rosberg para assumir a liderança, Nelson conseguiu manter-se a frente de Rosberg até a parada do finlandes nos boxes, durante o pitstop o Williams teve um principio de incêndio e Keke Rosberg saltou fora do carro, com o incêndio controlado, Keke voltou ao cockpit e seguiu na prova.

Enquanto isso quando voltou Keke ainda brigou atrás da Mclaren de Watson até que o motor Cosworth do Mclaren não resistiu, com isso Nelson abriu diferença suficiente para trocar pneus e reabastecer na 40º volta e voltar em primeiro lugar.

Boa corrida fazia Lauda que sem parar nos boxes havia ganhado 6 posições desde a largada, ainda nos pontos completaram a corrida Jacques Laffite em quarto, Tambay em quinto e Marc Surer em sexto.

Ao fim da corrida Keke Rosberg foi desclassificado da corrida e curiosamente a segunda posição não foi passada a ninguem e o GP do Brasil oficialmente não teve segundo colocado.

Pouco importava a Nelson Piquet, o brasileito finalmente poderia comemorar a vitoria mo GP do Brasil, após ser desclassificado em 82. Pista invadida e festa dos cariocas para o carioca mais feliz de Jacarepagua.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #2



Festa em Interlagos, Emerson vinha de vitória no GP da Argentina e era o bi-campeão mundial com o titulo ganho no ano anterior, as perspectivas tambem eram boas com Jose Carlos Pace e sua Brabham que estavam muito bem.

Houve especulações de que Ronnie Peterson iria transferir-se para a Shadow devido a falta de desempenho da Lotus, mas apesar disso ele permaneceu com piloto da Jean-Pierre Jarier com a Shadow conquistou sua segunda pole consecutiva com sobras. Emerson Fittipaldi , ficou em segundo lugar com seu McLaren , enquanto Carlos Reutemann (Brabham) e Niki Lauda (Ferrari) formaram a segunda fila na seguencia partia José Carlos Pace com sua Brabham. O treino classificatorio havia acabado com o monopolio da Akron no fornecimento de pneus, Mario Andretti decidiu utilizar pneus Goodyear pela primeira vez na Formula 1.
Pace número 8 pulando bem na largada, no fundo a esquerda a Lotus de Emerson lenta.
No inicio, Emerson teve problemas na largada e Reuteman ultrapassou o brasileiro e o pole Jarrier na primeira curva, Pace aproveitou e passou a terceiro na frente de Regazzoni, Lauda, Scheckter e Emerson que partiu lentamente. Jarrier não tinha a menor intenção de deixar Reuteman vencer e na quinta volta ele fez a ultrapassagem e começou a abrir do argentino deixando-o na alça de mira de Pace.
Jarrier, enquanto esteve na pista foi imbativel
Na volta 14, o brasileiro passou a frente de Reuteman e começou a caçar Jarrier, Mas Jarrier sobrava e abria 2,5s por volta após 10 voltas atrás de Jarrier o Shadow começou a falhar e Pace começou a diminuir a diferença. Na volta 33 o Shadow parou e Pace partiu para sua única vitória na Formula 1, seguido de Emerson formando a primeira dobradinha brasileira da história, no GP do Brasil.
Pace a frente de Reuteman
Jochen Mass terminou em terceiro com a outra Mclaren, Regazzoni e Lauda de Ferrari foram quarto e quinto respectivamente, James Hunt fechou os pontos com a Hesketh. Wilson Fittipaldi correndo com o Copersucar FD02 foi 13º uma volta atrás.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #1

Começamos hoje o Especial GP Brasil, na semana de nossa corrida em casa conheceremos mais sobre os brasileiros que venceram o GP de casa, além de um bônus no sábado, o primeiro capitulo com Emerson e o GP Brasil de 1973.



Em 1973 o Brasil passou a sediar oficialmente uma corrida do campeonato mundial, o GP de 72, extra oficial havia ocorrido com sucesso e vitória de Emerson, agora o campeão mundial teria nova chance de correr frente a sua torcida disputando o titulo com Stewart.


Stewart que foi recebido com carinho pela torcida, ao sair da garagem da Tyrrel, ouviu da arquibancada o coro "1,2,3, Stewart é freguês”. “Sou o quê?”, perguntou o escocês. Traduziram e ele britanicamente tirou o boné preto e curvou-se, reverenciando a torcida, torcida que viu o sueco Ronnie Peterson marcar a pole position no sábado com Emerson partindo da segunda posição mesmo após os testes da equipe Lotus em Interlagos, semanas antes visando o GP Brasil, Stewart seria apenas o 8º no grid.

No domingo, o calor consumia Interlagos e a torcida ganhava uma refrescante ducha de água dos bombeiros enquanto esperavam a largada. Logo na partida o publico foi recompensado de qualquer esforço, Emerson saltou a frente de Peterson e Pace pulou para segunda posição com Stewart em terceiro, logo na segunda volta, Stewart já ultrapassa Pace que perde posição para Peterson também, o sueco inicia sua caçada a Stewart mas ela dura apenas até a 6ª volta.
Ickx teve um pneu furado

Com o abandono de Peterson, Ickx já vinha em terceiro brigando com Pace, mas o brasileiro sofria com problemas na suspensão de seu Surtess e abandonou a prova voltas depois. Outro brasileiro que participava da prova com um Surtess alugado era Luiz Pereira Bueno, o brasileiro completou 36 das 40 voltas e fechou na 12ª posição

As posições seguiram inalteradas até o fim, apenas Jackie Ickx teve um pneu furado e perdeu posições para o lutador Denny Hulme que vinha se recuperando de uma má largada para terminar na terceira posição. Emerson sem maiores problemas cruzou a linha de chegada 53 segundos a frente de Stewart e pode aproveitar a primeira vitória de um brasileiro em um GP oficial do Brasil de Formula 1.
Emerson comemora com a torcida.

O relato de Emerson em seu livro Uma Vida em Alta Velocidade: “A torcida ficou alucinada quando cruzei a linha de chegada. Lembro-me de me aproximar da bandeira quadriculada vendo todas as camisetas e as cabeças erguendo-se como um só corpo, toda a arquibancada de pé, gritando e aplaudindo. Vencer o primeiro Grande Prêmio brasileiro, principalmente em São Paulo, era muito especial para mim.”

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sábado, 23 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #6

Para finalizar o Especial Mulheres na F1(para ver o especial completo clique aqui), vamos conhecer as duas últimas mulheres a pilotar um carro da categoria, Sarah Fisher pela Mclaren e Katherine Legge pela Minardi, boa leitura.

Sarah Fisher

Sarah Fisher, com apenas 22 anos entrou em um Mclaren MP4/17 que disputava a temporada de 2002 da Formula 1. Com extensa carreira no automobilismo americano, a amrerica Sarah andou no circuito de Indianápolis, após os treinos para o GP dos Estado Unidos na sexta-feira.

Muito mais como marketing, do que propriamente um teste para avaliar seu potencial, Sarah praticamente desfilou a frente de seu público que havia abraçado o talento de Sarah após ela ter se tornado a primeira mulher a conquistar uma pole na Formula Indy.



Katherine Legge

Katherine Legge, foi convidada para fazer a despedida/teste da Minardi em 2005 que havia sido comprada pela Red Bull, com 25 anos a inglesa testou o PS05 em Silverstone ao lado do israelense Charnoch Nissany, acabou batendo logo no início do teste e foi superada por Nissany.

No dia seguinte deu 27 voltas e superou Nissany ao fim do dia, agradeceu Paul Stodart pela oportunidade e admitiu não estar preparada para o desafio da Formula 1.


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #5

Hoje mo quinto capítulo do especial Mulheres na F1, vamos conhecer a última mulher a competir na Formula 1 de forma oficia. Piloto que se envolveu em assuntos mais fora das pistas que dentro delas.

La última

Giovana Amati nasceu em 1959 no dia 20 de Julho em Roma na Itália. Era amiga do também piloto Elio de Angelis, com quem teve suas primeiras lições de pilotagem. Algumas histórias marcaram aquele início no automobilismo, na maioria das vezez envolvendo o preconceito com uma mulher ao voltante “"Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição" relatou Giovana.

Giovanna no GP do México
Começou sua aventura na Formula 1 pela equipe Brabham durante a temporada de 1992 quando já tinha 33 anos de idade. Sua estréia foi marcada por um caso com Flávio Briatore e dizem tempos antes com Niki Lauda.

Tentou se classificar na África do Sul, México e Brasil, sem sucesso e sendo muito mais lenta que seu companheiro Eric Van de Poele foi substituída por Damon Hill. Apesar do fracasso de Giovanna, o ex-piloto e comentarista Christian Danner tem uma opinião pouco critica a ela “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros”.
Nos boxes da Africa do Sul

Após sua retirada da Formula 1, Giovanna disputou a F3 italiana e F300 obtendo um ou outro bom resultado, hoje ela é jornalista especializada em F1 para TV italiana.


Anos: 1992
Times: Brabham
GP’s disputados 3 (0 largadas)
Pontos 0

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #4

No quarto capítulo do especial Mulheres na Formula 1 descobriremos como foi a curta passagem da quarta mulher a pilotar os monopostos mais rápidos do mundo, Desiré Wilson.

Chance única


Desiré Wilson nasceu na Africa do Sul na cidade de Joanesburgo em 1953, filha de um campeão australiano de moticiclismo, Desiré envolveu-se no automobilismo cedo e chegou a Formula 1 aos 27 anos.

Tentou participar de apenas uma corrida, a tentativa ocorreu no GP da Inglaterra de 1980, a bordo de um Williams modelo FW07 com motor cosworth Desiré apesar de grandes esforços não participou da corrida e definiu como "o fim de semana mais decepcionante de sua vida".
Desiré no seu único GP, o da Inglaterra em 1980
Também na Inglaterra 1980
Ainda em 1980 Desiré participou da Aurora F1, um campeonato que usava os carros de Formula 1 do ano anterior, nesta série Desiré a bordo de um Wolf de 79 conseguiu um feito inédito, uma mulher vencer com um carro de Formula 1, o feito aconteceu em Brands Hatch na Inglaterra e lhe rendeu como homenagem o nome em uma arquibancada do circuito.

Em 1981, Desiré participou de uma corrida de Formula 1 extra campeonato na África do Sul, seu país de origem, mais que sua atuação na pista, chamou a atenção seus momentos no box, onde sem a luvas, se mostrava com as unhas pintada de vermelho.

Depois de sua curta passagem pela Formula 1, Desiré seguiu no automobilismo e participou em 1982 das 500 milhas de Indianápolis onde também não se classificou. Desiré vive hoje em dia na Inglaterra e aos 56 anos se mantém ligada ao automobilismo.

Anos: 1980
Times: Williams
GP’s disputados 1 (0 largadas)
Pontos 0

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na Formula 1 #03

No terceiro capítulo do especial Mulheres na Formula 1 vamos conhecer hoje Divina Galica e descobrir que a Formula 1 foi apenas um pequeno capítulo desta mulher.

Esportista Nata
 
Divina nasceu em Bushey Heath na Inglaterra em 1944 e só foi alcançar a Formula 1 aos 34 anos, depois te ter participado de 3 edições das Olimpiadas de Inverno nas modalidades esqui alpino, slalom e ski, nesta última sendo capitã do time britânico.

Divina fez sua estreia na Formula 1 pela equipe Surtess modelo TS16/Cosworth no GP da Inglaterra de 1976, onde como já falei no último capítulo, houve um fato único quando duas mulheres estavam inscritas para a corrida. Divina assim como Lella Lombardi a outra inscrita, não conseguiu classificação para a corrida.

Dois anos depois em 1978 pela equipe Hesketh modelo 308E/Cosworth, Divina tentou classificar-se para os GP’s do Brasil e Argentina, também sem sucesso, terminado assim sua passagem pelo circo da Formula 1.
 
No GP da Inglaterra a bordo do Surtess número 13, uma das poucas vezes que foi usado.
Divina voltou aos esportes de Inverno e participou das Olimpiadas de Inverno em 1992 na modalidade esqui de velocidade. Ainda na velocidade foi instrutora da Skip Barber Racing School, uma das mais conceituadas escolas de pilotagem do mundo.
 
No GP da Alemanha de 77, novamente com o 13, seu número da sorte
Ano passado Divina voltou ao carro de Formula 1 aos 65 anos, em um evento de carros históricos, pilotando um Brabham BT37.

Divina Atualmente
Anos: 1976-1978 
Times: Surtess, Hesketh 
GP’s disputados 3 (0 largadas) 
Pontos 0

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #2

Seguindo nosso especial Mulheres na Formula 1, teremos hoje o segundo capitulo com a primeira e até os dias de hoje, única mulher a pontuar na Formula 1, Maria Grazia Lombardi, ou apenas Lella Lombardi.

Única

Lella nasceu na cidade de Frugarolo na Itália em 1941, chegou a Formula 1 em 1974 com 33 anos, e fez sua estreia pela equipe Brabham com o BT42/Cosworth no GP da Inglaterra, apesar de seus esforços, Lella não conseguiu se classificar.

No ano seguinte Lella com a equipe March modelo 741/Cosworth participou de 11 grandes prêmios, não se classificando apenas no GP de Mônaco. Abandonou 5 corridas, apesar disso Lella fez história no confuso GP da Espanha, antes de completar 2/3 do total da corrida, o piloto Rolf Stommelen bateu seu carro matando 5 pessoas que assistiam a prova, a corrida assim foi encerrada e Lella que ocupava o sexto lugar tornou-se a primeira e única mulher a pontuar na Formula 1. Obteve também um sétimo lugar no GP da Alemanha além de completar em 14º nos Países Baixos(Holanda), 18º na França e 17º na Áustria. Ainda em 1975 tentou se classificar no GP dos Estados Unidos pela equipe Williams com o FW04/Cosworth, mas não obteve êxito.

Lella no GP da Austria de 74

Em 1976 Lella foi 14º no GP Brasil com um March 761/Cosworth mas na corrida seguinte foi substituída pela sueco Ronnie Peterson, seu companheiro na March durante a temporada de 75, Hans Stuck disse anos depois “Lella sempre ganhava o pior motor, o pior jogo de pneus. Ela era tecnicamente boa, entendia de mecânica, mas a March simplesmente a destratava”. 

No GP da Espanha de 75, prova que marcou meio ponto, a única mulher na história a conseguir o feito.
Ainda tentou se classificar para os GP da Inglaterra e Alemanha com um Brabham BT44B/Alfa Romeo da equipe RAM sem sucesso. Esse GP da Inglaterra é até hoje o único a ter duas mulheres inscritas, além de Lella, Divina Galica fazia sua primeira tentativa de se classificar na Formula 1. Lella encerrou sua carreira a bordo de um Brabham BT44B/Cosworth também da equipe RAM na Áustria chegando em 12º lugar.

Em Interlagos 1976
Lella seguiu no automobilismo até o fim dos anos 80 quando descobriu um câncer, ela faleceu em 1992.

Anos: 1974-1976
Times: Brabhan, March, Williams, RAM
GP’s disputados 17 (12 largadas)
Pontos 0,5

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #1

Depois do especial carros da década, começamos hoje um novo especial, Mulheres na Formula 1, nele você vai conhecer todas as mulheres que disputaram um GP oficial de Formula 1, além das últimas mulheres que tiveram esse prazer de pilotar para categoria máxima do automobilismo. Até a temporada de 2009, 813 pilotos passaram pela Formula 1, destes apenas cinco eram mulheres e somente duas (Lella Lombardi e Maria Teresa de Filippis) passaram dos treinos de classificação, com Lella sendo a única a pontuar. Nenhuma delas teve a chance de guiar um carro competitivo e mesmo que tivessem, a abismal inferioridade numérica deixaria apenas como milagre a possibilidade de uma mulher vencer um GP de Formula 1.

A pioneira
Maria Teresa de Filippis nascida em Nápoles na Itália tinha 32 anos quando se aventurou na Formula 1, após muita experiência no automobilismo italiano, foi contratada pela equipe Maserati e a bordo do modelo 250F participou de 4 corridas em 1958, a primeira delas em Mônaco onde com o 22º lugar, não conseguiu se classificar para a corrida.

Após a frustada tentativa em Mônaco, Maria conseguiu atingir seu melhor resultado na Formula 1 e um feito, ser a primeira mulher a participar de uma corrida oficial de Formula 1, correndo no circuito de Spa Francorchamps na Bélgica, mostra boas qualidades e termina a corrida na décima posição.

Após seu excelente resultado, Maria partiu para Reims onde iria disputar o GP da França, mas não foi sequer autorizada a participar dos treinos para a corrida. A direção da prova não aceitou a inscrição com a seguinte explicação “O único capacete que uma mulher deve usar são as perucas”. Apesar do episodio, Maria tinha outros motivos para se entristesser, Luigi Musso seu grande amigo morreria batendo seu Ferrari.

Maria em sua primeira participação na Formula 1.


Maria ainda se classificou em duas corridas naquele ano, no GP de Portugal disputado no circuito urbano do Porto, começou bem a corrida mas na sexta volta seu motor estourou e Maria abandonou a corrida, na sua corrida de casa em Monza com o GP da Itália fez uma corrida incrivel e terminaria a corrida na quarta posição, mas a treze voltas do final, novamente teve um problema no motor e abandonou a corrida.

Não havia sido uma temporada fácil para Maria, com a morte de três pilotos(Musso, Collins e Stuart Lewis-Evans) em três GP’s diferente, a piloto fica muito afetada e só decidi correr a temporada seguinte devido a muitos pedidos do amigo Jean Behra para que formasse com ele sua equipe que construiria seus carros com base no Porsche 718 RSK. Porém quando tentou se classificar para a primeira etapa de 1959 em Mônaco usava um F2 adaptado com motor Porsche RSK e não consegue a classificação para a corrida, tempos depois com a morte de Behra em Avus na Alemanha Maria decidi abandonar as pistas definitivamente, terminando assim a passagem da primeira mulher pela Formula 1.

Maria em Spa-francorchamps na Bélgica 1958
No ano seguinte, Maria casou-se e teve uma filha. Ligada ao automobilismo por toda sua vida, filiou-se ao Clube Internacional de Ex-Pilotos de Fórmula 1, onde é vice-presidente desde 1997. Hoje em dia é avó de duas netas e vive perto de Milão na Itália.
Maria atualmente

Anos: 1958-1959
Times: Maserati, Behra
GP’s disputados 5 (3 largadas)
Pontos 0

sábado, 18 de setembro de 2010

ESPECIAL Carros da década #6

O sol batia forte naquela tarde em Interlagos quando os 20 carros que competiam pela temporada 2009 da Formula 1 largaram para o GP do Brasil, penultima etapa da temporada e que consagraria um carro que havia passado por tantas incertezas que até sua participação na temporada havia sido colocada em cheque. Hoje chegamos ao último capitulo de nosso primeiro especial no Blog Motorhome, o carro de hoje é o BGP001, que quebrou um tabu que permanecia desde o W196, quando o carro havia vencido em sua estréia, o BGP001 não só venceu em sua estréia, como venceu o titulo de pilotos e realizou o sonho de Ross Brawn, um grande estrategista que com muita fé e perseverança viu uma equipe com seu nome brilhar.

O sonho de Brawn

 

Quando Ross Brawn fechou o acordo com a Honda e comprou sua equipe pelo simbolico valor de 1 dolar, ele já tinha anos antes largado um emprego estável na unidade de pesquisa atômica da Grã-Bretanha para ir operar máquinas na fábrica da March. Após esse passo Ross galgou os degraus na Formula 1 com muita competência, mecânico de F-3 na March, operador de máquinas, depois técnico em desenvolvimento e depois engenheiro de aerodinâmica na Williams, engenheiro de aerodinâmica na Beatrice, projetista-chefe na Arrows (são dele os projetos do A10 e A10B), projetista-chefe na TWR, onde desenhou o Jaguar XJR-14 do mundial de protótipos, diretor-técnico da Benetton, diretor-técnico da Ferrari e finalmente chefe de equipe da Honda.

Ross Brawn e o BGP001

Porém nem toda essa bagagem no automobilismo deixou Ross Brawn calmo no primeiro teste do BGP001. Era uma manhã fria no autodromo de Silverstone, nos boxes, dentro de um carro inteiramente branco com filetes preto e cor de marca texto, Jenson Button ouve atento os conselhos de seu engenheiro, acompanhado de um Rubens Barrichello atento como uma criança, antes de acelerar pela primeira vez o carro com que ele conseguiria finalmente o título mundial de Formula 1. Depois de 4 meses de incertezas quando a Honda anunciou que abandonaria a Formula 1, Ross, Jenson e Rubens trabalharam incessamente durante o inverno europeu e enquanto todas as equipes testavam e evoluiam seus bólidos para a temporada, os três aguardavam.

Primeiro teste do BGP001
Depois das primeiras voltas com o carro na pista inglesa, Button desceu do carro e disse "o carro é muito bom, não sei onde vamos estar na Austrália mas o carro é competitivo e isso que importa". Na Austrália, eles estariam na primeira fila do grid de largada, após apenas uma semana de testes. O maior segredo estava na relação aerodinâmica do carro, desenvolvido nos sofisticados túneis de vento da Honda, com um novo difusor traseiro, interpretado por Ross Brawn perfeitamente e o casamento exato entre chassis e o potente motor Mercedes.

Jenson Button e Rubens Barrichello, dobradinha já na primeira corrida.
Após a largada do GP da Austrália, a Formula 1 viu 6 vitórias em 7 corridas de Jenson Button, na Australia, Malasia, China,Espanha, Mônaco e Turquia somadas as duas vitórias de Barrichello no ano em Valência(está a centésima vitória brasileira na Formula 1) e Monza, contabilizaram 8 vitórias para a estreante Brawn. Mas nem tudo foram rosas para a equipe, contrariados com a interpretação feita pela Brawn(e também por Toyota e Williams) na questão do difusor traseiro, Ferrari, Mclaren e Renault protestaram perante a FIA a legalidade do aparado. Enfim, após ameaças de ter seus resultados iniciais caçados, a Brawn foi julgada dentro do regulamento pela FIA no dia 15 de abril de 2009.

Polêmico Difusor
Assim a Brawn viveu dias de glória da F1, titulo de pilotos, de construtores, e mesmo com uma briga interna pelo titulo da temporada entre Barrichelo e Button e um crescimento sensacional da Red Bull, o clima dentro da equipe continuo o melhor possível, afinal todos sabiam que após os tempos de frustração com a Honda e a incerteza no inicio do ano, todos eles fizeram um grande campeonato. Ao fim do ano a Brawn foi vendida para a Mercedes, Rubens Barrichello transferiu-se para a Williams e Jenson Button levou o número 1 para a Mclaren. Era o fim da melhor equipe da década.

Barrichello vencendo a centésima corrida para o Brasil na F1, no capacete homenagem ao acidentado Massa.
O que diz Jock Clear, engenheiro de Barrichello sobre o BGP001: "As equipes estão projetando e desenvolvendo seus carros agora através de softwares, num mundo virtual. Nós não colocamos muita ênfase nos acertos do ano passado, até porque nosso carro era um ‘balde de merda’, como se diz no jargão da Fórmula 1. É melhor assim. O que faz nosso modelo atual ser tão bom é o trabalho feito pelos projetistas nos supercomputadores e no túnel de vento. É nesse tipo de informação que buscamos nosso acerto e conseguimos fazer isso com nossas ferramentas de simulação na fábrica"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ESPECIAL Carros da década #5

Em 1991, a Williams-Renault já ameaçava o domínio dos Mclaren-Honda. O ano seguinte viu o começo de uma impressionante série de vitórias da dupla franco-britânica, é com a FW14 que entramos nos anos 90 em nosso especial, carros revolucionários.

O motor do Sucesso


Quando a Williams parou ao lado da pista, faltando apenas uma reta e uma pequena chicane para o fim do GP do Canada de 1991, Nigel Mansell acabava de perder uma bela oportunidade de atingir seu objetivo. Ayrton Senna, obrigado a abandonar, já não estava na pista havia tempo e o inglês havia se deixado levar pela euforia. E sem dúvida exagerou. Preocupado em saudar a multidão, Mansell deixou o Renault V10 passar de giro e o motor morreu. Olhando o monitor intensamente, Frank Williams se mantinha inexpressivo. Por quase 25 anos, ele vivera situações ainda mais dramáticas, como problemas financeiros que o obrigaram a penhorar os móveis, a perda trágica do amigo Piers Courage ao volante de um de seus carros e até mesmo o estúpido acidente de estrada que o imobilizou em uma cadeira de rodas. Mas Frank Williams continuava ainda mais determinado do que nunca.
Frank Williams e Nigel Mansell
Depois da ruptura com a Honda e de mais um ano de vacas magras em 1988, sua equipe reencontrou o rumo rapidamente graças ao moto V10 Renault. A dupla franco-britânica, funcionando em perfeita harmonia, era o melhor exército para enfrentar o invencivel binômio Senna-Mclaren. Mas desde o início surgiram dúvidas quanto à nescessidade de conviver com os erros de Mansell ou de pagar um preço alto pelas inovações. A Williams se mostrava competitiva e mais resistente a cada corrida. Tantos trunfos, conjugados com um excelente chassi e com o potencial do Renault V10, deviam permitir que se atingisse o alvo. Se em 1991 o duelo fora favorável a Ayrton Senna, o trio Mansell-Williams-Renault seria irresistível em 1992. Primeiro caro com suspensão ativa(sem molas) e ainda mais carregado de eletrônica(ABS, controle de tração), a Williams FW14B superaria todos os recordes, 9 vitórias e 14 pole position para Mansell. Com a décima vitória de Patrese, a Williams conseguiria a dobradinha, o título mundial de pilotos e de construtores.

Mansell campeão, com Senna no podium do GP da Hungria de 1992.
Depois de duas temporadas díficeis na Ferrari, Nigel Mansell reencontrou Frank Williams em 1991. Nessa equipe muito britânica, Mansell recuperou a confiança e a agressividade, conquistando, enfim, o título mundial de 1992.

Patrese, Mansell e Schumacher, a dupla da Williams dominou a temporada de 1992 com a evolução do FW14.
A Williams FW14 foi o primeiro F1 a contar com suspensões com controle eletrônico. Alimentado por uma central hidráulica comandada eletronicamente, esse dispositivo faz com que o carro tenha permanentemente um acerto perfeito.

Patrese e seu querido FW14
Depoimento de Ricardo Patrese sobre o FW14: "Com a Brabham BT49C, aquela que me permitiu ganhar em Mônaco em 1982, a Williams FW14 de 1991 é o F1 que me deixou as melhores lembranças e as maiores emoções. Era um carro fantástico e muito competitivo, com aerodinâmica perfeita, bom chassi e acima de tudo um motor excelente. O Renault V10 não era apenas potente e suave, eram também muito resistente. No ano seguinte, a versão FW14B tinha suspensão ativa e vários dispositivos eletrônicos. Por isso, apesar da ótima temporada, ela não me traz lembranças tão agradáveis. O volante era pesado demais e, apesar do equilibrio perfeito, era muito cansativapara se dirigir, principalmente por causa das velocidades muito elevadas nas curvas."



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