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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

El Penta #1

A sessão perfil cresce o nível e chega a Juan Manuel Fangio, primeiro pentacampeão da história da F1 que construiu uma carreira lendária de um modo muito peculiar, vamos a ele.
Juan Manuel Fangio, piloto argentino nascido em 24 de junho de 1911 na pequena cidade de Balcarce, situada a 400km de Buenos Aires. Filho de um imigrante italiano e mãe argentina. Desde a infância dedicou-se a prática de esportes, chegou até a tentar o futebol, sem grande sucesso.


Só em 1934, aos 23 anos é que começou a realizar, ainda que muito mal, o sonho de ser piloto de competiçao. Seu físico robusto, sua extraordinária resistência à fadiga e seu excelente conhecimento de mecânica contribuíram para que Fangio se tornasse um dos maiores corredores de todos os tempos.


Durante praticamente toda a história da Formula 1, deteve o recorde mundial de títulos com 5 triunfos, sendo superado apenas em 2003 por Michael Schumacher, quando este conquistou o sexto dos sete títulos mundiais.


Na escola Fangio não chegou a obter resultados animadores. Embora revelasse possuir um inteligência brilhante, dedicava-se aos estudos de maneira muito inconstante, demonstrando interesse apenas por algumas matérias. Os livros não o atraíam tanto quanto o ronco dos motores, nas horas livres frequentavam a oficina mecânica de um de seus amigos, Capetini, onde obteve as primeiras noções de mecânica e começou a conhecer os motores. A capacidade revelada por ele convenceu Capetini não só a ensinar-lhe o que sabia mas também a deixá-lo pôr em prática os conhecimentos que adquiria.


Após essa experiência inicial, Fangio interrompeu os estudos aos dezesseis anos e empregou-se como aprendiz em outra oficina local, dirigida por um mecânico chamado Viggiano, que preparava alguns carros para competição. Nessa época, Fangio já tinha definido seus objetivos, participar ainda que como simples mecânico, do restrito grupo de pessoas que se dedicava as corridas.

A primeira oficina mecânica de Fangio
O grande sonho do jovem mecânico teria de esperar, sua pouca idade e as modestas condições econômicas de sua família o obrigavam a pensar principalmente no salário. Pouco tempo depois, juntamente com os irmãos, instalou em sua própria casa uma pequena oficina, na qual passou a consertar debulhadoras e tratores agrícolas. Em 1932, convocado para o serviço militar, transferiu-se para Buenos Aires. Ao regressar a Balcarce, com a ajuda do pai e dos irmãos, abriu uma pequena loja de automóveis, montada com as economias que conseguira fazer, até então.


Durante dois anos, a loja proporcionou a Fangio e sua família lucros discretos. Em 1934 começou a dar os primeiros passos como piloto de corridas, com um Ford modelo T, emprestado por um amigo. Inscreveu-se para uma competição, mas a quebra de uma biela obrigou-o a retirar-se. A má sorte o perseguiria também em sua segunda competição, com outro Ford T, adquirido com um pequeno capital que com muito custo havia economizado, não conseguiu sequer largar para a prova, pois passou a noite toda em claro regulando o motor do carro e acabou chegando atrasado para a prova.


Desencorajado pelos primeiros insucessos e encontrando oposições cada vez maiores da família, que não estava em condições de arcar com os gastos necessários para competir, decidiu abandonar as corridas e reiniciou as atividades como mecânico.
Fangio em ação nas corridas de Carreteras
Oscar Galvez
Sua paixão pelas competições, contudo, jamais diminuiria. Em 1938, com a ajuda de Totó, um de seus irmãos, construiu um carro enorme, utilizando um motor Ford que, a muito custo, alcançava os 85cv. Montou o curioso engenho sobre um velho chassi de um modelo de 1934 e inscreveu-se com esse veículo na competição de Necochea. Durante os treinos, Fangio, mais animado, conseguiu estabelecer um dos melhores tempos. Na partida, sabendo que competia contra veículos bem mais velozes, enlameou furtivamente o trecho incial da pista. A potente Alfa de Carlos Arzani derrapou na lama, o velho Ford partiu velozmente e liderou a primeira volta. O sétimo lugar(resultado medíocre para a competição) obtido nessa corrida deu maiores esperanças a Fangio.


Após essa primeira experiência, Fangio passou a correr regularmente, alternando bons e maus resultados. Quase sempre encontrava dificuldades para acertar os carros que usava, a insuficiência mecânica dos veículos o impedia de manter um nível mais constante de desempenho.


Pouco tempo depois, Fangio aceitou tornar-se segundo piloto de um conhecido corredor da época, chamado Finochietto. Este, mais experiente, transmitiu-lhe seus conhecimentos de pilotagem e orientou-o quanto a melhor maneira de enfrentar as difíceis pistas em que corriam. Juntos, conseguiram vencer brilhantemente o Grande Prêmio da Republica, uma prova importante e difícil, que exigia grande esforço dos pilotos.
Fangio ao lado de seu carro em 1940
Em outra prova, Fangio conheceu mais de perto o outro lado das corridas: nas 300 Milhas de Três Arroyos, cinco concorrentes perderam a vida em um desastre de graves proporções, que acabou por determinar a suspensão da prova. O acidente levou-o a preocupar-se ainda mais com sua segurança. No ano seguinte (1939), Fangio disputaria outras competições, ainda com seu velho e mal preparado Ford.
No GP Ciudad de Mar Del Plata classificou-se em oitavo lugar, mesmo correndo contra adversários que pilotavam veículos muito mais modernos e potentes. Provavelmente, se dispusesse de um veículo mais competitivo, Juan Manuel fangio poderia – como acreditavam seus amigos e admiradores de Balcarce – ter vencido a corrida.


Inconformados com a condição de piloto de segunda plano a que viam relegado seu ídolo, os habitantes de Balcarce resolveram ajuda-lo a se impor com um dos melhores corredores argentinos da época. Para tanto, fizeram uma subscrição popular em sua cidade e, com os fundos recolhidos, compraram um Chevrolet usado, já velho, mas muito mais potente que o Ford. O ex-mecânico passava a ter, finalmente um carro em melhores condições.


Com esse Chevrolet, Fangio participou de uma longa série de “carreteras”, ou seja, corridas argentinas típicas, que se caracterizavam por percursos de milhares de quilômetros, disputadas em estradas muito ruins, os percursos, normalmente variavam de 3.500 a 4.000km, mas em algumas carreteras alcançavam distâncias maiores.
O Chevrolet da primeira vitória
Nessas condições verdadeiramente massacrantes, Fangio desenvolveu notável resistência à fadiga, aprendeu a superar todas as dificuldades que se interpõem no caminho do piloto durante as corridas e familiarizou-se com as leis, não escritas mas observadas por todos os grandes pilotos, da correção e da solidariedade. Certa vez, perdeu o controle do carro e saiu da estrada, caindo numa ribanceira coberta de neve., As rodas patinavam e ele se viu obrigado a empurrar o carro de volta para a pista, mas, sozinho como estava, não conseguia mover o carro o suficiente para soltá-lo. Pouco depois, passou pelo local outro piloto, Oscar Galvez, que tinha partido algum tempo depois de Fangio: Galvez parou e ajudou-o a empurrar o carro para a pista, o que lhe permitiu continuar a corrida.


Episódios como esse ocorriam com freqüência nas longas provas das carreteras, em que os pilotos nõa dispunham de assistência alguma, a não ser da que eles mesmos se prestassem mutuamente. Em pouco tempo Fangio tornou-se especialista nesse tipo de competição e obteve várias vitórias, tanto por etapas, quanto por corridas completas. Em quase todas as carreteras de que participou nessa época, Fangio teve como principais adversários os irmãos Juan e Oscar Galvez. Este último chegou a disputar com ele interessantes duelos de técnica e resistência, que acabaram por dividir os aficionados argentinos de automobilismo em “fangistas” e “galvistas”.


Essa rivalidade e como foi a decisão entre quem seria o maior piloto argentino, você saberá sexta que vem, na sessão perfil.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um Pioneiro

Giulio Foresti, nascido em Bérgamo no ano de 1888. Após os anos de estudos em mecânica, trabalhou como piloto de testes e técnico. Depois de trabalhar como piloto de testes na Società Automobili Lombarda, mudou-se para a Grã-Bretanha onde participou de várias provas na pista de Brooklands. Giulio Foresti conseguiu em 1926 seu maior feito no automobilismo, ao volante de um OM em parceria com Minoia, venceu as 24 horas de Le Mans.

No ano seguinte, tentou estabelecer o novo recorde de velocidade na praia de Pendine, pilotando uma Djelmo de oito cilindros com mais de 400cv. A tentativa não foi bem sucedida, um golpe de vento capotou o carro quando ele estava a mais de 300kmh.
Os restos de seu carro após o acidente.
Foresti retornou as pistas em 1928, vencendo com um Bugatti, a Tara Abruzzi. Depois de chegar em oitavo em Monza no GP da Itália, Foresti abandonou a carreira para dedicar-se a técnica e mecânica.

Foresti com seu Bugatti

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nino, o primeiro

Hoje vamos conhecer um pouco sobre a vida e carreira do primeiro vencedor de GP na Formula 1, quando venceu a etapa inaugural em Silverstone na Inglatera e também o primeiro campeão mundial de Formula 1, quando bateu Fangio e Fagioli na última corrida do ano no GP da Itália em Monza, como Farina chegou até lá e detalhes sobre sua carreira pré-f1 e depois na Formula 1 você conhece agora, boa leitura.

Giuseppe "Nino" Farina
Giuseppe "Nino" Farina, nasceu no dia 30 de outubro de 1906 na cidade italiana de Turim, cresceu sempre envolvido em esportes como atletismo, ciclismo, futebol e equitação, ainda jovem chegou a se bacharelar em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Em fins da década de 20 já decido em se dedicar ao automobilismo, Farina obteve algum dinheiro com especulações na bolsa de valores e com ajuda do pai, comprou em 1930 uma Alfa Romeo 1.500, com ela se inscreveu na corrida Aosta - Gran San Bernardo. Nessa prova, onde participou em parceria com seu pai, Nino ainda inexperiente, tentou ser arrojado demais e seu carro saiu da pista, em consequencia da gravidade do acidente, Nino voltaria a pilotar somente em 1933.

Alfa Romeo 1.500
Mais tarde, em uma corrida no circuito de Módena, Farina "em um ímpeto de audácia" como ele mesmo diria muito tempo depois, colocou as rodas de sua Maserati à frente de Tazio Nuvolari. Essa vitória sobre o campeão italiano foi decisiva em sua carreira, Nuvolari quis conhecê-lo e acabou por torna-se seu grande amigo e mestre. Até o fim da temporada de 1935, Nino conseguiu muitas vitórias em grandes prêmios, subidas de montanhas e corridas de velocidade em circuitos permanentes, na Itália e em diversos outros países, pilotando carros Lancia, Alfa Romeo e Maserati.

Em 1936 Farina passou a integrar, com Nuvolari a equipe da Alfa Romeo. Os bons resultados continuaram com segundo lugar no campeonato italiano. No ano seguinte na foi segundo na Mille Miglia; quinto na Copa Vanderbilt, disputada nos Estados Unidos, primeiro no GP Nápoles e segundo no circuito de Valentino. No fim da temporada de 1937 Giuseppe Farina sagrou-se pela primeira vez campeão da Itália. Nuvolari seu mestre até então tranferiu-se para a Auto Union e Farina assumiu o posto de primeiro piloto da Alfa Romeo. Mesmo com um carro pouco competitivo, obteve duas vezes a segunda posição, foi batido por Lang e sua incrivel Mercedes na Copa Ciano e pelo Auto Union de Nuvolari no GP da Itália. Nesse ano, conquistou novamente o título de campeão da Itália.

Tazio Nuvolari, mestre de Farina no GP de Mônaco de 1932.
Farina em 1936
No GP de Ciano de 1939, Farina cruzou sua Alfa Romeo em primeiro lugar, vencendo as sensacionais Flechas de Prata, não conseguiu a mesma façanha no GP da Suiça daquele ano, sob forte chuva Farina com sua Alfa de 1,5 litro não pode resistir aos Mercedes de Lang, Caracciola e Von Brauchitsch. Em 1940 Nino venceu o GP de Tripoli na categoria 1.500cc. Após o longo período da II Guerra Mundial onde as competições esportivas foram banidas, Farina voltou a competir somente em 1946 quando venceu o GP das Nações em Genebra pilotando uma Alfa Romeo 158. Em 1948, com Maserati, conquistou os grandes prêmios de Mar del Plata, Mônaco e Suiça, venceu duas corridas na Argentina e obteve dois segundos lugares, numa prova no Rio de Janeiro e no Daily Express Trophy, em Silverstone.

Farina em 1948 no GP de Turim
Com a criaçao na Formula 1 em 1950, a Alfa Romeo resolveu voltar as competições, ao volante o trio "F" com Fangio, Fagioli e Farina. Na primeira corrida da história da Formula 1 em Silverstone, Farina venceu com facilidade após o abandono de Fangio, Fagioli chegou em segundo. O argentino Fangio venceu a segunda corrida em Mônaco mas Farina voltou a vencer na prova seguinte na Suiça.


O duelo entre ambos continuou no GP da Bélgica, Nino apesar de ter feito a volta mais rápida da prova, com uma média de 185 kmh, terminou em quarto lugar devido a uma queda de pressão de óleo e Fangio voltou a vencer. No GP da França com dificuldades em um reabastecimento impediram Nino de obter uma colocação expressiva. Com a vitória Fangio atingiu 26 pontos, seguido de Fagioli com 24 e Farina com 22. O título de 1950 se decidiria na última corrida do ano, na mítica Monza com o GP da Itália.

Farina vencendo o GP da Inglaterra de 1950, o primeiro da história da Formula 1.
Farina lidera Ascari em Monza 1950
Apesar da vantagem que seus companheiros de equipe levavam sobre ele, Farina não só precisar vencer, como também contar com a sorte para que nenhum de seus companheiros conseguissem o segundo lugar na prova. Farina chegou a Monza decidido a fazer seu melhor, dominou os treinos de forma avassaladora, e liderou toda a corrida, contou com o azar de Fangio logo no ínicio da corrida que abandonou com problemas técnicos . Depois disso contou com uma grande ajuda de Alberto Ascari, que segurando Fagioli na terceira posição deu a Giuseppe Farina a honra de se tornar o primeiro campeão mundia de Formula 1, com o bônus de vencer o GP da Itália em Monza com mais de um minuto de vantagem sobre Ascari, diante de toda sua torcida.

Em 1951 Nino permaneceu na Alfa Romeo com Fangio. Com a retirada da Alfa Romeo das competições, em 1952 Farina passou para a Ferrari e foi companheiro de Alberto Ascari nos carros italianos. Acidentado em Monza no ínicio do ano, Fangio não participou das provas do mundial. Ascari tornou-se campeão mundial com certa facilidade, encontrando adversário à altura apenas em Farina que foi o vicecampeão.


Ainda com Ferrari em 1953, Nino venceu o GP da Alemanha em Nurburgring. Ascari liderou a primeira parte da competição até perder uma roda, passando assim a liderança para Fangio que era seguido por Hawthorn e Farina. Correndo no limite, Nino ultrapassou ambos, conseguindo uma da mais belas vitórias de sua carreira. Obteve outras vitórias no GP's de Nápole e Rouen, ainda venceu os 1.000km de Nurburgring e na Formula 1 foi segundo lugar na Itália, Holanda e Suiça. Seu companheiro Alberto Ascari venceu 6 etapas do mundial e tornou-se bicampeão.

Farina no GP da Suiça de 1953
No ano seguinte Ascari transferiu-se para a Lancia e Farina assumiu o posto de primeiro piloto da Ferrari, começando muito bem o campeonato venceu o GP de Siracusa, no entanto logo depois sofreu dois graves acidentes, o primeiro na Mille Miglia e o segundo nos 1000kmh de Monza que o impediram de disputar o restante da temporada de Formula 1.

Farina em Mônaco 1955, sua última temporada.
Nino só retornaria às competições em 1955, no GP da Argentina em Buenos Aires, ainda debilitado conseguiu um difícil segundo lugar, atrás de Fangio em uma prova que foi disputada sob um fortíssimo calor surpreendendo todos os pilotos. Nas provas restantes não pode competir com os potentes Mercedes. Pouco depois Giuseppe abandonou definitivamente a carreira como piloto.


Durante algum tempo Farina exerceu a presidência da Comissão Esportiva do Automóvel Clube de Turim, no dia 30 de junho de 1966, quando dirigia-se a Genebra na Suiça ao volante de um Ford-Cortina Farina sofreu um acidente fatal perto de Chambery na França.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O destino dos Ascari

Inicio hoje mais uma sessão do Blog Motorhome,  a sessão "perfil" fará com que você conheça um pouco mais a história de grandes pilotos e do automobilismo, para começarmos com o pé direito, teremos hoje dois pilotos nesta sessão, Antonio Ascari e Alberto Ascari, dois grandes nomes do ínicio das corridas e ínicio dea Formula 1, vamos lá!


Alberto Ascari, nascido em 1918 na cidade de Milão na Itália, com apenas dezoito de idade começou a participar de competições de motos, talvez abalado pela morte de seu pai e ídolo, tentou fugir do seu destino nas quatro rodas, mas para entender isso, precisamos conhecer a história de Antonio Ascari, pai de Alberto e campeão do mundo por uma espécie de aclamação, nasceu em 1888 em Moratica di Bonferraro, na Itália. Em 1911 participou de sua primeira corrida, a Criterium di Modena, ao volante de uma Vecchi 16-20HP, com o inicio da I Guerra Mundial todas as competições automobilisticas foram banidas e só após o fim da guerra Antonio disputou uma corrida que mudaria sua vida, completamente desconhecido na prova mais importante de subida de montanha da Italia, Antonio não só venceu os maiores nomes do automobilismo italiano da época como baixou o recorde da corrida entre Parma e Poggio di Berceto. Muito interessados em saber o passado do piloto, os jornais foram atrás de dados sobre o piloto e descobriram que alem daquela já distante prova com o antigo Vecchi, Antonio havia trabalhado apenas como mecânico.

Antonio
A consagração definitiva, entretanto, ainda demoraria. Antonio participou de diversas corridas, mas, por uma série de circunstâncias, obteve apenas uma vitória, se bem que sensacional, o primeiro lugar na Copa de Consuma em 1919, com a mesma Fiat Indianapolis, com que tinha vencido a etapa de Parma-Poggio de Berceto. Nesse mesmo ano sofreu seu primeiro grande acidente, tão sério que  que lhe tiraria das pistas por um ano, quando voou para fora da pista na famosa Targio-Florio. Voltou a correr em 1921 como piloto da equipe Alfa Romeo, ápos ser eliminado de sua primeira corrida, com um uma falha nas válvulas. Em sua segunda corrida no trecho Parma-Poggio de Berceto, Antonio  venceu com seu Alfa Romeo 40-60HP. No ano seguinte a Alfa lhe preparou uma máquina mais competitiva, a RL de seis cilindros, porém, sem os testes necessários, Antonio foi obrigado a recorrer a outro carro da fábrica, um ES Sport 20-30HP. Tratava-se praticamente de um carro de rua, lutando com os incríveis carros de grandes prêmios dos pilotos Foresti, De Masetti, Goux e Giaccone. Entretanto, Antonio realizou com ela uma corrida magnifica em Madonie, perdendo a corrida nas últimas voltas com um pneu furado, mesmo trocando o pneu, Antonio venceu em sua categoria e quarto na classificação geral. Ainda neste ano, venceu em sua categoria em Gargnamo-Tignale com um Fiat 801 e na Targa-Florio com uma Alfa Romeo 40-60HP.

Equipe Alfa Romeo de 1921
Finalmente, depois de muito desenvolvimento a RL de seis clindros estava pronta, carro que a Alfa Romeo apostas todas as suas fichas, Antonio pilotou 1 dos 4 carros da equipe e já em Targa Florio chegou vencedor até 100m da bandeira quando o motor quebrou, um mecânico com incrível rapidez detectou o problema: substituiu o magneto por um novo, ficando sentado no capô para segura-lo apenas alguns segundos para Antonio engatar a marcha e ultrapassar a linha de chegada, mas já era tarde, ganhou seu companheiro de equipe Ugo Sivocci.

Ugo Sivocci
No ano seguinte em Targa Florio, Antonio enfrenta um adversário muito forte, o alemão Werner, com um Mercedes, novamente a sorte não sorriu para Antonio, na ultima curva quando novamente liderava, rodou na pista e chegou em terceiro empurrando o carro. Na corrida seguinte, a Parma-Poggio di Berceto, Antonio venceu e manteve sua invencibilidade no circuito. Também em 1924, ficou pronta a célebre Alfa Romeo P-2, criada por Vittorio Jano. Esse carro estreou em Crenoma, com Antonio ao volante e Bazzi ao seu lado. Mas o destino novamente falhou com Antonio, a três voltas da chegada rompeu-se o avanço automático do magneto, obrigando Antonio abandonar. Enfim, venceu no circuito de Cremona, onde a sorte não lhe sorriu na primeira corrida e em Monza no GP da Itália, neste quebrando quatro recordes mundiais de nas distancias de 400,600,700 e 800km, além de estabelecer uma média de 158,896kmh, superior a obtida em Indianapolis.

Antonio Ascari sendo recebido por Enzo Ferrari após vencer o GP da Itália de 1924 em Monza
Antonio nos boxes da Alfa em Spa 1925


Acidente Fatal de Antonio Ascari
No ano de 1925, estava em Spa para o Grande Prêmio da Europa e era considerado o melhor piloto do momento, considerações confirmadas na pista,  com vitória e uma performance esmagadora. Nesse ponto, Antonio com 37 anos, está no auge de sua carreira. Mas o fim se aproximava. No dia 26 de Julho, disputava-se o Grande Prêmio da França, no circuito de Montlhéry. Eram 1.000km corridos entre duas absurdas linhas de madeira em volta da pista para delimitar sua largura. Na 23 volta, em uma grande curva com o raio de 500m, onde por 22 vezes Antonio tinha passado a cerca de 180kmh, a Alfa tocou a linha de madeira e capotou, arrastando entre as ferragens o piloto italiano.


Órfão aos sete anos de idade, Alberto procurou nas motos um lugar para desenvolver todo o desejo de velocidade que tinha obtido pelas referencias do pai, logo aos dezoito anos, Alberto competiu pela primeira vez com motos sem obter resultados relevantes, mas já mostrava ali a garra de um futuro campeão. As vésperas da segunda guerra mundial, Alberto experimentou pela primeira vez as competições em carros, foi o suficiente para abandonar definitivamente as motos. Sua primeira corrida de importância foi a Mille Miglia de 1940, lá Alberto pilotou a Ferrari 815, construída a partir de um conjunto de peças Fiat. Mostrou boas qualidades como pilotou, mas forçou tanto o carro que acabou explodindo o motor, a segunda Ferrari sofreu do mesmo problema e a vitória acabou com os velozes BMW. Alberto passou pouco depois para a Maserati, com esse carro, correu em Tripoli e na Targa Florio, com um nono lugar e um abandono.


Alberto em 1949


Com o envolvimento de toda a Europa na segunda guerra, novamente as competições foram banidas e Alberto só voltaria as pistas em 1947, fez dupla com Villoresi no circuito de El Gezira, na cidade do Cairo, mas não conseguiu destaque, na corrida seguinte em Nice conseguiu um quarto lugar. Melhorando cada vez mais sua técnica, correu ombro a ombro com Tazio Nuvolari, num circuito de estradas em Milão, mas chegou em quinto lugar, atrás de 4 Alfa Romeo.


Alberto só voltaria a vencer em Setembro de 1947, no circuito de Módena, porem, na pior circunstancia possível, Alberto viu o piloto Bracco saindo da pista e atropelando várias pessoas, a corrida assim foi suspensa e a vitória foi dada a Alberto que passou a liderar a corrida. Continuo a correr com a Maserati durante todo o ano de 1948 e inicio de 1949, vencendo três vez, nos GP's de San Remo e Copa Acerbo em 48 e GP Perón em 49.


Circuito da Gávea no Rio de Janeiro


No circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, aconteceu um fato que mudou o destino de Alberto, depois de um acidente na pista carioca em que não se machucou com gravidade, apenas escoriações nos pés e irritação nos olhos provocado pela gasolina, durante seu recuperação recebeu apoio de Enzo Ferrari, com quem assinou o contrato para pilotar em sua equipe.


Já em sua estreia pela Ferrari ainda em 49, Ascari venceu o GP de Bari e o GP de Reims de Formula 2, foi preciso esperar até o GP da Suiça para vencer na categoria máxima, a Formula 1, que ainda não organizava um campeonato oficial, a essa altura, Alberto já demonstrava um estilo arrebatador, arrancar no inicio com violência, para reduzir os problemas com ultrapassagens, e foi assim no circuito suíço de Brengarten, pilotando uma Ferrari 1 300cc, com compressor, ele venceu com facilidade, apesar de um traçado traiçoeiro e fatal para alguns piloto com Varzi e Tenni. Ainda no mesmo ano ganhou o Troféu Internacional e o GP da Itália em Monza.


Alberto em monaco 1950
 No inicio de 1950 competiu na temporada argentina, onde venceu o GP de Mar del Plata e o GP Perón, na categoria Fórmula Livre. Na Formula 2, obteve cinco brilhantes vitórias nos GP's de Módena, Mons, Reims, Alemanha e circuito de Garda, além da vitória na Formula 1 no GP de Peña Rhin. Conseguiu ainda a vitória no GP de Luxemburgo e no Troféu Internacional, todos com Ferrari. O ano de 1950 marcou também o primeiro campeonato mundial de Formula 1, vencido por Giuseppe Farina.




Em 1951 Alberto que venceu na Formula 1 1951 os GP's de San Remo, da Alemana e da Itália e chegou ao último GP do ano na Espanha decidindo o titulo da temporada com Juan Manuel Fangio, apesar da ótima temporada, Alberto não passou de um sexto lugar na última corrida permitindo que Fangio conquistasse o primeiro de seus cinco títulos. Além de sua participação na Formula 1 Alberto venceu o Rally de Sestriere com uma Lancia Aurelia e os GP's do Autodromo de Monza, Nápoles e Módena com a Ferrari Formula 2.


Contornando a Eua Rouge em 1952


Com a saída da Alfa Romeo na Formula 1, a Maserati voltou a competir com Fangio pilotando seu primeiro carro, teria sido uma temporada muito disputada entre Alberto e Fangio, porem um acidente em junho de 1952 tirou Fangio de toda aquela temporada, sendo assim Alberto sobrou, sõ não venceu o GP da Suiça que foi vencido por Taruffi, porque Alberto disputava as 500 milhas de Indianapolis no mesmo dia, sendo assim atingiu seu primeiro titulo mundial de F1.


O ano de 1953 lhe trouxe ainda o bicampeonato mundial, em um disputa sensacional com Fangio que retornou em grande forma ao volante de uma Maserati, Alberto venceu os GP's da Argentina, Pau, Bordeaux, Holanda, Bélgica, Grã-Bretanha e Suiça, ganhou, ainda nesse meio tempo, os 1000km de Nurburgring, com uma Ferrari esporte.




Alinhado com Fangio em 1954


Ferrari Esporte depois do acidente
Após a temporada de 1953, Alberto transferiu-se para a Lancia, com um projeto promissor do engenheiro Vittorio Jano, o mesmo que criara o P2 de seu pai. Entretanto os acertos finais do carro foram demorados e Alberto só participou da parte final do campeonato mundial de Formula 1 em 1954, no GP da Espanha, onde o carro se mostrou muito veloz, mas ainda sofria com a confiabilidade.


Em 1955 a Lancia estava pronta para brigar pelo titulo e já na primeira corrida na Argentina, Alberto liderou toda a corrida mas foi obrigado a abandonar perto do fim, nos GP's seguintes venceu os GP's de Nápoles e de Valentino, em Pau chegou em quinto lugar devido a problemas nos freios. No dia 26 de maio, foi a Monza convidado pelo seu amigo Castelloti, que estava testando uma Ferrari para a próxima Mille Miglia, Alberto pediu então para experimentar o carro, aos 37 anos de idade, bicampeão mundial e com todo sucesso pela frente, Alberto não completou a terceira volta, sofreu um acidente fatal na curva que hoje em dia leva seu nome.