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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #4



Não houve grandes mudanças no cenário de forças para a segunda etapa do campeonato mundial de 1991, o GP Brasil mostrava de novo Senna na pole position com as Williams de Manselle e Patrese em seu encalço. Nelson Piquet e Mauricio Gugelmin os outros brasileiros formavam a quarta fila do grid em Interlagos.

No inicio Senna partiu na ponta seguido por Mansell, Patrese e Alesi, a largada ainda contou com uma inflamada Mclaren de Berger partindo com um show pirotequinico. Mansell começou um ataque firme a Senna na 22ª volta e sem conseguir passar foi aos boxes para trocar pneus, em uma troca desastrosa Mansell perdeu tempo precioso na briga com Senna.

Após os pits de todos os ponteiros, com exceção de Piquet como sempre, Mansell aparecia em segundo lugar seguido de Piquet e Patrese, em ritmo alucinante Mansell tenta recuperar o tempo perdido nos pits, a briga foi acirrada até a volta 50ª quando Mansell voltou aos boxes com um pneu furado.

Mansell voltou meio minuto atrás de Senna e com pneus novos tirava vertiginosamente a diferença, só que no esforço da perseguição Mansell quebrou a caixa de câmbio do Williams ao rodar no S do Senna, a Williams desaparecendo na fumaça da própria rodada foi muito comemorada pela arquibancada e parecia que seria fácil para Senna vencer finalmente seu primeiro GP Brasil após oito tentativas.
Patrese a frente de Alesi
Mas como sempre, as coisas não são tão simples e além de enfrentar como todos os pilotos uma chuva nas últimas 3 voltas da corrida, calçado com pneus slicks, Senna foi obrigado a enfrentar outro desafio solitário, a partir da 65ª volta, a terceira e a quarta marchas da McLaren não engataram. Mais algumas voltas e a quinta marcha também não entrou.

Patrese, segundo aquela altura depois de passar Piquet, tirava 3 segundos por volta e chegava perigosamente, para manter a McLaren na frente, Senna, sem o recurso de frear o carro com as reduções de marcha e, principalmente, sem o torque das marchas mais curtas para retomar a velocidade nas saídas de curva no chamado "miolo" de Interlagos, compensou tudo com um enorme sacrifício físico
Toda a pressão que o ângulo das curvas provocava no sistema de direção ia direto para os seus braços. De uma hora para a outra, o volante moderno e sofisticado da McLaren se tornou quase tão pesado como o de um carro de passeio que perdesse subitamente o conforto da direção hidráulica.
Senna no podium
Ao cruzar a linha de chegada, Senna gritava freneticamente no cockpit, um misto de dor e alivio, "Eu não acredito!" berrava no rádio o brasileiro, após a exaustão da corrida Senna parou na retra oposta, desmaiado foi atendido na pista por Sid Watkins, companheiro de pescaria dias antes do GP Brasil. Era a primeira das duas vitórias que Senna conseguiu no Brasil, apenas mais um capitulo da mais bela carreira da F1.

Parceria OCIOSO.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Wallpaper Motorhome

No Wallpaper de hoje, clima de GP Brasil e uma imagem de interlagos durante o GP de 1999.



Para baixar é só clicar aqui.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Memórias de Quinta

Olá pessoal, hoje o memórias de quinta será um pouco diferente, devido a meu trabalho remunerado(e menos prazeroso) estou completamente sem tempo de escrever textos longos e detalhados como é a caracterista desta sessão, mas para não passar em branco, vamos lembrar um episódio na carreira da Mika Hakkinen, o dia em que ele quase jogou sem bicampeonato no lixo.

A corrida era o GP de Monza, e Mika vinha liderando desde a largada o que consolidaria quase que de forma definitiva sua liderença na temporada 1999, já que Irvine vinha apenas em 5º lugar, e Frentzen até então nem era carta na briga do titulo.

Mas algo estranho aconteceu e Mika acabou rodando na primeira chicane da pista, com o carro atolado na brita, ele simplesmente jogou o volante e saiu revoltadissimo do carro, correu pro meio do mato, longe de todos, mas não longe o suficiente das câmeras, o resultado foi esse registro de como é a pressão na vida de um piloto de F1.

Mika chorando após abandonar o GP da Itália de 1999.
Mesmo após esse baque, Mika não desistiu, contou com o azar dos adversários e com sua competência para vencer a última corrida da temporada no Japão e sagrar-se bicampeão do mundo. Mika é um dos sujeitos que mais fazem faltam nessa Formula 1 atual.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na F1 #5

Hoje mo quinto capítulo do especial Mulheres na F1, vamos conhecer a última mulher a competir na Formula 1 de forma oficia. Piloto que se envolveu em assuntos mais fora das pistas que dentro delas.

La última

Giovana Amati nasceu em 1959 no dia 20 de Julho em Roma na Itália. Era amiga do também piloto Elio de Angelis, com quem teve suas primeiras lições de pilotagem. Algumas histórias marcaram aquele início no automobilismo, na maioria das vezez envolvendo o preconceito com uma mulher ao voltante “"Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição" relatou Giovana.

Giovanna no GP do México
Começou sua aventura na Formula 1 pela equipe Brabham durante a temporada de 1992 quando já tinha 33 anos de idade. Sua estréia foi marcada por um caso com Flávio Briatore e dizem tempos antes com Niki Lauda.

Tentou se classificar na África do Sul, México e Brasil, sem sucesso e sendo muito mais lenta que seu companheiro Eric Van de Poele foi substituída por Damon Hill. Apesar do fracasso de Giovanna, o ex-piloto e comentarista Christian Danner tem uma opinião pouco critica a ela “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros”.
Nos boxes da Africa do Sul

Após sua retirada da Formula 1, Giovanna disputou a F3 italiana e F300 obtendo um ou outro bom resultado, hoje ela é jornalista especializada em F1 para TV italiana.


Anos: 1992
Times: Brabham
GP’s disputados 3 (0 largadas)
Pontos 0

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Memórias de Quinta

Dia 21 de outubro de 1990, há exatamente 20 anos, Ayrton Senna conquistava seu segundo título mundial, e o memórias de quinta relembra como foi.
Senna no grid

Ayrton Senna alinhou para o grid de largada do GP do Japão de 1990 não só para vencer Alain Prost e conquistar o bi-campeonato. Ele Largou disposto a tudo para não perder esse título.

Reflexo claro da decisão do titulo de 89, quando Prost, com uma pontuação superior, jogou sem a menor cerimônia o carro em cima de Senna para ser tri-campeão. Senna não só foi desclassificado da corrida após vencer mesmo com a batida, como passou a ser coagido por Balestre.
Senna e Prost se aproximando da curva 1
Após o campeonato, Senna levantou a possibilidade de abandonar a Formula 1, mas após conselhos de Ron Dennis (chefe da Mclaren) e Yoshiotoshi Sakurai (chefe da Honda), Senna foi convencido a pedir desculpas para Balestre pelas acusações de manipulação do campeonato, acusações que o próprio Balestre admitiu anos depois, eram verdadeiras.

Senna pega Prost pelo meio.

Com esse cenário a luz verde deu início ao GP do Japão, Senna no lado sujo da pista perde terreno para Prost, sem aliviar os dois entram na curva 1 com vantagem para Prost que estava do lado de fora, ou seja, na tangência da curva, mas Senna não iria deixá-lo passar dali, em uma manobra absurda sob qualquer circunstancia, Senna pega Prost pelo meio e defini assim seu segundo título mundial.
Após a batida, os dois abandonam a corrida, assim Senna era campeão.
Anos depois Senna deu uma declaração sobre o ocorrido: “Eu acho que o que aconteceu em 1989 foi imperdoável e eu nunca irei esquecer isso. Eu me empenho em lutar até hoje. Você sabe o que aconteceu aqui: Prost e eu batemos na chicane, quando ele virou sobre mim. Apesar disso, eu voltei à pista, ganhei, e eles decidiram contra mim, o que não foi justo. E o que aconteceu depois foi "teatro", mas eu não sei o que pensei. Se você faz isso, você será penalizado, multado e talvez perca sua licença. Essa é a forma correta de trabalhar? Não… Em Suzuka no ano passado eu pedi aos organizadores para trocar o lado da pole. Não foi justo, porque o lado direito é sempre o sujo. Você se esforça pela pole e é penalizado por isso. E eles dizem: "Sim, sem problema." E depois o que acontece? Balestre dá a ordem para não mudar nada. Eu sei como o sistema funciona e eu pensei que foi mesmo uma merda. Então eu disse a mim mesmo: "Ok, aconteça o que acontecer, eu vou entrar na primeira curva antes - Eu não estava preparado para deixar o outro (Alain Prost) chegar na curva antes de mim. Se eu estou perto o suficiente dele, ele não poderá virar na minha frente - e ele será obrigado a me deixar seguir." Eu não me importo em bater; eu fui para isso. E ele não quis perder a chance, virou e batemos. Foi inevitável. Tinha que acontecer. "Então você deixou isso acontecer", alguém diria. "Por que eu causaria isso?". Se você se ferrar cada vez que estiver fazendo o seu trabalho limpo, conforme o sistema, o que você faz? Volta para trás e diz "Obrigado"? De jeito nenhum! Você deve lutar para o que você acha que é certo. Se a pole estivesse colocada na esquerda, eu teria chegado na frente na primeira curva, sem problemas. Que foi uma péssima decisão manter a pole na direita, e isso foi influenciado pelo Balestre, isso foi. E o resultado foi que aconteceu na primeira curva. Eu posso ter contribuído, mas não foi minha responsabilidade".





 .

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Wallpaper Motorhome

No Wallpaper de hoje nostalgia das novas, uma equipe que não existe mais, a BAR, um piloto que não corre mais que é Ricardo Zonta e uma curva que não existe mais, a primeira variante de monza, que foi reformulada no ano seguinte.



Para baixar é só clicar aqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Memória de Quinta

Hoje no memória de quinta, vamos relembrar como foi o complicado e chuvoso Grande Prêmio da França em 1999.

Largada para o GP da França
Tudo começou diferente naquele final de semana, Barrichello conquistou sua segunda pole na Formula 1, devido a um treino com muita chuva, onde ele e Jean Alesi conseguiram aproveitar o melhor momento da pista, assim o grid todo ficou embolado e os figurões da época Schumacher e Hakkinen partiram lá de trás.

Logo na partida Barrichello largou bem e começou a abrir diferença para Alesi. Só que Coulthard vinha com todo apetite e era o único dos ponteiros a contar com a incrivel Mclaren Mercedes, assim foi fácil deixar Alesi e logo em seguida Barrichello para trás, mas um problema mecanico o obrigou a abandonar a corrida.



Com o abandono de Coulthard, Barrichello retoma a liderença, desta vez com uma grande folga para Jean Alesi que fazia uma excepcional corrida com sua Sauber, a pista ainda seca favorecia a reação de Mika Hakkinen que vinha acelerando tudo e já ocupava a quarta colocação e antes da chuva começar, Hakkinen consegue ultrapassar Frentzen, e depois Alesi que foi obrigado a travar os pneus na disputa com Hakkinen na curva Adelaide.



Com a chegada da chuva, todas partem para o box e trocam os pneus, dos ponteiros Jean Alesi é o único que não consegue chegar até lá e abandona seu GP de casa, nesse cenário Rubens Barrichello tinha tudo nas mãos para partir seguro e tentar sua primeira vitória na Formula 1, porem uma decisão dos comissários trouxe a intervenção do safety car na pista até que as condições melhorassem e foi o que aconteceu, após várias voltas atrás do safety car, a corrida teve seu reinicio com Hakkinen pregado em Barrichello, mas Hakkinen comete um erro e cai novamente de posição.



Barrichello volta a liderar a corrida

Com o erro de Hakkinen, quem cresce na prova é Michael Schumacher que vem de forma avassaladora recuperando posições até chegar em Rubens Barrichello, começando assim um dos melhores pegas da corrida.


Após ultrapassar Barrichello, Schumacher começa a abrir diferença de forma rápida, e todos já o apontavam como favorito destacado para a corrida, porem um problema no volante e no rádio de seu carro fazem com que Schumacher perca toda a diferença e Barrichello novamente encosta em Schumacher que é obrigado a ir para os boxes reabastecer e trocar o volante.


Enquanto isso Hakkinen já é novamente o quarto colocado e ultrapassa Frentzen e logo em seguida Rubens Barrichello e assume a ponta da corrida, e neste ponto acontece a decisão da corrida, Hakkinen e Barrichello voltam as boxes para reabastecer enquanto Frentzen permanece na pista, beneficiado por um tanque um pouco maior que conseguiria cumprir toda a prova abastecendo apenas uma vez.

Ainda haveria tempo para uma briga entre as Ferrari's em que Eddie Irvine foi impedido de ultrapassar Schumacher por uma ordem de equipe(fato que mudaria os rumos do campeonato no futuro) e assim Ralf Schumacher com a Williams consegue superar os dois Ferraris.



Assim Frentzen após ser ultrapassado várias vezes, mas por ter vantagens técnicas e claro não ter cometido nenhum erro, chega a sua primeira vitóra pela Jordan, a segunda da história da equipe, festa de Frentzen e Eddie Jordan, Mika Hakkinen chegaria em segundo e Barrichello em terceiro conquistaria mais um podium no ano, era seu caminho para a Ferrari.

Frentzen comemora com Eddie Jordan

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Preview GP do Japão (2)

Suzuka voltou a F1 em 2009.
Continuando o assunto GP do Japão que acontece no fim de semana que vem, coloco aqui alguns momentos marcantes da Formula 1 na pista de Suzuka, que é rica em história no automobilismo e tem como parte integrante uma grande parcela da história da Formula 1.

Mansell após seu acidente em 87
Começamos em 1987 quando o GP do Japão voltou a integrar o calendário da F1, e com ele, a pista de Suzuka. Já em seu primeiro ano, o campeonato mundial chegou para se decidir na pista japonesa, e foi uma decisão estranha, já que o desfecho aconteceu logo no sábado, quando Mansell escapou em sua volta rápida já no inicio da pista, na primeira sequência de "esses", com o acidente, Mansell ficou impossibilitado de participar da corrida e Nelson Piquet ganhou o título, o terceiro, sem maiores esforços.

Nos anos de 1988, 1989 e 1990, Suzuka foi palco de um dos mais belos duelos da Formula 1, Ayrton Senna e Alain Prost, disputaram 3 títulos consecutivos na pista japonesa, com o brasileiro levando vantagem em 2 oportunidades. Em 88, Senna em uma corrida histórica, quando partiu de 14º lugar para vencer a corrida, faturou sem primeiro titulo na Formula 1. Em 1989 o título em Suzuka só poderia ir para as mãos de Prost, Senna apenas poderia adiar a decisão para o GP seguinte, na Austrália e para isso precisava vencer. Em uma batalha épica, Senna e Prost duelaram a corrida toda por décimos de segundo, até que surgiu um chicane no caminho, único ponto, onde dois carros iguais poderiam trocar de posições, só que Prost não aceitou a ideia e Senna acabou sendo atingido pelo francês. Mesmo com Senna vencendo a corrida na sequência, sua desclassificação por ser auxiliado no retorno a pista fez com que Prost se torna-se bicampeão mundial. Em 90 a vendetta de Senna foi aplicada logo na largada, em situação contrária à 89, quem precisava vencer era Prost e Senna deu exatamente o que recebeu no ano anterior, pegou o Prost no meio no final da reta de Suzuka e não teve o menor pudor em admitir isso logo depois na sala de imprensa, era seu bicampeonato.

1988, 1989 e 1990, sempre Senna e Prost como protagonistas do espetaculo.
Chegada em 1991
Em 1991 a F1 vivia novos tempos, tempos em que Prost não tinha um carro para disputar o campeonato. E na corrida pelo título a figura de Mansell voltava a disputa. Em Suzuka apenas Senna poderia ser campeão, com a condição de que Mansell não vencesse a corrida. Dentro deste cenário Senna combinou com Gehard Berger, seu novo companheiro, para que esta partindo da pole, disparasse na frente, e a Senna caberia a missão de segurar Mansell, nada muito difícil, com menos de 15 voltas, Mansell se perdeu no vácuo de Senna no final da reta principal e viu mais uma vez a chance do título escapar em uma nuvem de poeira, mas o GP do Japão de 91 ainda teria mais histórias pra contar, Senna partiu a caça de Berger, ultrapassou e liderou até a última curva, quando cedeu a vitória a Berger. Senna queria repartir com Berger as glórias do título, mas poderia ter sido mais generoso em sua atitude, e como é pouco divulgado, Berger não ficou feliz com a atitude de Senna, muito pelo contrário, mas isso não abalou a amizade dos dois.

Passado o período em que os títulos eram decididos no Japão, a F1 viu grandes espetaculos em Suzuka, em 1993 a espetacular vitória de Senna com um Mclaren que não chegava a ser uma Williams-Renault de Alain Prost, mas que em condições adversar sempre se sobressaia nas mãos de Senna. Em 1994, talvez a maior corrida da carreira de Damon Hill e uma vitória mágica para o piloto inglês.
Hill no diluvio de Suzuka em 94.

Em 1996 a Formula 1, chegou com o título em disputa no GP do Japão, os protagonistas da vez eram Damon Hill e o estreante Jacques Villeneuve. A decisão ocorreu quando um pneu mal fixado no carro de Jacques se soltou a fim da primeira curva e Villeneuve abandonou a corrida. Hill conquistou seu perseguido título de campeão do mundo vencendo o GP do Japão.

O GP do Japão em Suzuka voltou a tradição de decidir títulos a partir de 1998, Mika Hakkinen venceu seu bicampeonato na pista japonesa em 98 contra Michael Schumacher e em 1999 contra Eddie Irvine, em duas corridas de gala do finlandês da Mclaren.

Hakkinen, campeão em 1998
No ano 2000, Suzuka viu um importante capitulo da história do automobilismo, o fim do jejum ferrarista de 21 anos foi quebrado com a vitória de Michael Schumacher no GP do Japão, o alemão conquistava assim seu tricampeonato e a Ferrari, chegava ao título mundial de pilotos, feito não alcançado desde 1979 com Jody Scheckter.

Fim do jejum ferrarista, após 21 longos anos, a Ferrari fez um piloto campeão em Suzuka.
Em 2003, novamente Suzuka decidiu um título desda vez entre Michael Schumacher e Kimi Raikkonen, apesar dos 9 pontos que separavam Michael, o líder e Kimi, a corrida foi muito emocionante e em determinado momento KimiRaikkonen tinha a combinação necessária para se tornar campeão, porém um personagem muito conhecido de nós entrou em cena, Rubens Barrichello Venceu o Grande Premio e acabou com as chancer do finlandês. Schumacher ainda chegou em oitavo e não ficou devendo favores ao companheiro.
Barrichello e Schumacher, amigos em 2003.

O ano de 2005 viu uma das melhores corridas em Suzuka, com o campeonato já decidido a favor de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen que largará na 17º posição, venceu a corrida ultrapassando Giancarlo Fisichella na última volta da corrida.

Raikkone ultrapassa Fisichella na última volta do GP de 2005
Schumacher com problemas no motor em 2006.
Em 2006 a disputa do título voltava a ser realizada no circuito de Suzuka, Michael Schumacher poderia atingir o 8º titulo mundial se vencesse a corrida e Fernando Alonso não marcasse pontos, qualquer outro resultado levaria a decisão do título para o GP seguinte, no Brasil. A corrida foi amplamente dominada pela Ferrari, Massa que liderou a primeira volta, logo deu passagem a Schumacher, que liderou a corrida toda até que no terço final sofreu um problema de motor que não só impediu que Schumacher vencesse a corrida, como deu a Alonso que venceria a prova, após ultrapassar Massa, uma vantagem de 9 pontos para a última corrida. Foi um dos últimos grandes capitulos escritos na pista de Suzuka.

Em 2007 e 2008 o GP do Japão voltou a ser realizado em Fuji, e só em 2009, após uma grande reforma, Suzuka voltou a receber a Formula 1. E viu um domínio avassalador da RedBull, com pole, volta mais rápida e vitória, Sebastian Vettel venceu a etapa japonesa com o pé nas costas, prenuncio de um novo domínio? a ver daqui a 10 dias.



Memórias de Quinta

Se você perguntar a um piloto de Formula 1 todos dirão, falta de motivação não é muito comum para definir o estado de espírito de uma profissão em que se pratica vestido de astronauta, envolto por dezenas de litros de gasolina, sentindo na nuca a vibração de um motor de 800 cavalos e freando a 250 por hora para, se Deus quiser, contornar a próxima curva com a faca nos dentes.

Pilotos desmotivados existem, mas continuam correndo muito.

Era o caso de Ayrton Senna naquele GP dos Estados Unidos em 1990, após a empreitada para conseguir o titulo mundial de 89, perdido para os cartolas, Senna conseguiu apenas que sua superlicença fosse caçada, e que fosse obrigado a fazer um pedido de desculpas formal e público para Jean Marie Balestre, se redimindo das acusações feitas à FISA de que a entidade tinha manipulado o campeonato anterior, só assim conseguiu recuperar a superlicença.

Balestre no grid do GP dos Estados Unidos de 1990
Já nos treinos Senna estava diferente, sonolento ao iniciar um novo campeonato que poderia lhe dar o bicampeonato, tanto que na sexta-feira viu seu novo companheiro Gehard Berger fazer o melhor tempo e ele ficando apenas em quinto lugar. No sábado, uma chuva na hora do treino impediram qualquer piloto de melhorar o que haviam conseguido.

Piquet na chuva do sábado
Domingo logo após o warm-up, Senna demonstrou uma preocupação pouco comum, "O carro foi muito bem no warm-up, mas eu é que não estou bem. Normalmente, em dias de corrida, tenho que me esforçar para me manter calmo, e hoje ocorreu o contrário. Estava calmo demais para o meu normal e tive até que me beliscar para acordar e entrar no clima da corrida".
Senna também no Grid

Na largada, Senna vai de quinto para quarto, Berger perde a ponta da corrida para o novato Jean Alesi. Alesi já vinha demonstrando potencial ao fim de 89, e essa prova era a sua chance de mostrar seu real valor.

A prova se desenrola e Senna coloca uma pressão fulminate em Berger na briga pela segunda posição, definida pelo próprio Berger em seu livro "nem mesmo Ayrton poderia suportar aquele ritmo por muito tempo. Era o seu instinto meio matador, meio suicida. Pela primeira vez, eu me senti pessoalmente derrotado. Senna passava a ter, pra mim, o valor que já tinha no mundo do esporte. E isso tornou as coisas mais difíceis para mim”. Após algumas voltas sob pressão de Senna, Berger escapou e bateu sozinho no muro de Phoenix.
Largada GP dos Estados Unidos
 Era a primeira corrida em que Berger dividia a Mclaren com Senna.

Ayrton se viu acordando para a Formula 1, já no meio da corrida, seguindo a Tyrrel de Jean Alesi na briga pela ponta, ainda desmotivado, se é que se pode dizer assim, Senna seguiu o padrão, pegou o vácuo do francês na reta e retardando a freada, passou a frente. Só não contava com a ousadia de Alesi que na curva seguinte, surpreendeu Senna retomando a liderança.

O inesperado drible acordou Senna, que logo depois fez o mesmo procedimento, só que desta vez, sem dar espaço ao francês para o troco, Senna ainda arrumou tempo para um provocador tchauzinho na ultrapassagem.

Sem Alesi pela frente, Senna seguiu tranquilo para sua vigésima primeira vitória na Formula 1, ultrapassando Nelson Piquet e se tornando o brasileiro com mais números de vitórias na Formula 1.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Wallpaper Motorhome

Wallpaper de hoje, Ayrton Senna e Gehard Berger em Silverstone 1990.


para baixar em 2800 x 1844 clique aqui

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Memória em Revista

Coluna de Rubens Barrichello, escrita após o GP do Brasil de 1995, primeiro sem Ayrton Senna.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

No ínicio...

Michael Schumacher nunca tinha colocado os pés em Spa-francorchamps, quando seu empresário Willi Weber o ofereceu para substituir Bertrand Gachot, piloto belga que estava fora do GP em seu país, devido a uma discussão de trânsito em que Gachot acabou preso.

Schumacher disse que já havia corrido em Spa de carros de turismo, mentirinha, Schumacher conquistou sua vaga na Jordan e fez tudo o que precisava para fincar seu pé na Formula 1, classificou-se em sétimo lugar e abandonou a corrida já na primeira volta após a subida da Eua-rouge, foi o sufuciente.

Schumacher, minutos antes de sua primeira largada na F1.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ESPECIAL Carros da década #5

Em 1991, a Williams-Renault já ameaçava o domínio dos Mclaren-Honda. O ano seguinte viu o começo de uma impressionante série de vitórias da dupla franco-britânica, é com a FW14 que entramos nos anos 90 em nosso especial, carros revolucionários.

O motor do Sucesso


Quando a Williams parou ao lado da pista, faltando apenas uma reta e uma pequena chicane para o fim do GP do Canada de 1991, Nigel Mansell acabava de perder uma bela oportunidade de atingir seu objetivo. Ayrton Senna, obrigado a abandonar, já não estava na pista havia tempo e o inglês havia se deixado levar pela euforia. E sem dúvida exagerou. Preocupado em saudar a multidão, Mansell deixou o Renault V10 passar de giro e o motor morreu. Olhando o monitor intensamente, Frank Williams se mantinha inexpressivo. Por quase 25 anos, ele vivera situações ainda mais dramáticas, como problemas financeiros que o obrigaram a penhorar os móveis, a perda trágica do amigo Piers Courage ao volante de um de seus carros e até mesmo o estúpido acidente de estrada que o imobilizou em uma cadeira de rodas. Mas Frank Williams continuava ainda mais determinado do que nunca.
Frank Williams e Nigel Mansell
Depois da ruptura com a Honda e de mais um ano de vacas magras em 1988, sua equipe reencontrou o rumo rapidamente graças ao moto V10 Renault. A dupla franco-britânica, funcionando em perfeita harmonia, era o melhor exército para enfrentar o invencivel binômio Senna-Mclaren. Mas desde o início surgiram dúvidas quanto à nescessidade de conviver com os erros de Mansell ou de pagar um preço alto pelas inovações. A Williams se mostrava competitiva e mais resistente a cada corrida. Tantos trunfos, conjugados com um excelente chassi e com o potencial do Renault V10, deviam permitir que se atingisse o alvo. Se em 1991 o duelo fora favorável a Ayrton Senna, o trio Mansell-Williams-Renault seria irresistível em 1992. Primeiro caro com suspensão ativa(sem molas) e ainda mais carregado de eletrônica(ABS, controle de tração), a Williams FW14B superaria todos os recordes, 9 vitórias e 14 pole position para Mansell. Com a décima vitória de Patrese, a Williams conseguiria a dobradinha, o título mundial de pilotos e de construtores.

Mansell campeão, com Senna no podium do GP da Hungria de 1992.
Depois de duas temporadas díficeis na Ferrari, Nigel Mansell reencontrou Frank Williams em 1991. Nessa equipe muito britânica, Mansell recuperou a confiança e a agressividade, conquistando, enfim, o título mundial de 1992.

Patrese, Mansell e Schumacher, a dupla da Williams dominou a temporada de 1992 com a evolução do FW14.
A Williams FW14 foi o primeiro F1 a contar com suspensões com controle eletrônico. Alimentado por uma central hidráulica comandada eletronicamente, esse dispositivo faz com que o carro tenha permanentemente um acerto perfeito.

Patrese e seu querido FW14
Depoimento de Ricardo Patrese sobre o FW14: "Com a Brabham BT49C, aquela que me permitiu ganhar em Mônaco em 1982, a Williams FW14 de 1991 é o F1 que me deixou as melhores lembranças e as maiores emoções. Era um carro fantástico e muito competitivo, com aerodinâmica perfeita, bom chassi e acima de tudo um motor excelente. O Renault V10 não era apenas potente e suave, eram também muito resistente. No ano seguinte, a versão FW14B tinha suspensão ativa e vários dispositivos eletrônicos. Por isso, apesar da ótima temporada, ela não me traz lembranças tão agradáveis. O volante era pesado demais e, apesar do equilibrio perfeito, era muito cansativapara se dirigir, principalmente por causa das velocidades muito elevadas nas curvas."



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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Wallpaper Motorhome

Um belo Wallpaper de Ayrton Senna liderando Michael Schumacher em Interlagos 1993.



para baixar em alta definição clique aqui .