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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Memórias de Quinta - ESPECIAL GP Brasil



O memórias de quinta vai fazer justiça hoje, com o Especial GP do Brasil, onde estamos conhecemos um pouco mais sobre os brasileiros que venceram o grande premio brasileiro, faltaria Rubens Barrichello que não conseguiu tal feito, mas seria injustiça deixar um dos maiores pilotos brasileiros da história fora deste especial, então hoje no memórias de quinta iremos relembrar a maior corrida que Barrichello fez no GP Brasil, aconteceu em 2003, vamos lá.

Rubens Barrichello estava tranquilo para a largada do GP Brasil, depois de conquistar a pole para a largada e ver seu companheiro Michael Schumacher partir apenas em 8º lugar e não poderia em teoria, atrapalhar os planos de vitória do brasiliero.

Um diluvio abateu Interlagos 5 minutos antes da largada, e por um regulamento totalmente ridiculo onde as fabricas de pneus Bridgestone e Michellin poderiam levar apenas um tipo de pneu para cada corrida, eles escolheram os intermediários, insuficientes para a agua que cobria a pista de Interlagos.

Após 7 voltas atrás do safetycar, a largada, nesse momento Rubens mostrou sua grande fraqueza nos tempos de Ferrari, largar em movimento, partindo muito mal na saída do safety car Rubens perdeu a ponta para Coulthard e depois disso ele foi caindo, caindo até a sexta posição, atrás inclusive de Schumacher, pouco se esperava dele a partir dai.

Mas a chuva diminuiu com o tempo, a pista secando, e Rubens que por outro item ridiculo do regulamento, estava com o carro ajustado para o seco, pode iniciar sua recuperação, ela passou pela batida de Schumacher na curva do sol, onde ele e metade da Formula 1 bateu naquele domingo.

Na sequência Barrichello passou Webber, Montoya e finalmente chegou a briga com Coulthard. Só que ultrapassar o escoces estava dificil e a perseguição durou algumas voltas até que Barrichello começou a fazer aquelas 3 voltas incrivelmente rápidas que antecedessem os pits, mas a Ferrari não notou isso, sem o controle de combustivel no carro de Barrichello que havia quebrado, a Ferrari fazia as contas de sua parada com base no carro de Schumacher, só que após sua batida, esse dado foi perdido, então eles foram no chutometro mesmo.

Durante essas 3 voltas rápidas, Barrichello assumiu a ponta devido a um erro de Coulthard no S do Senna, fez a melhor volta duas vezes e iria fazer a terceira quando passou na reta oposta com a melhor parcial da prova, o publico vibrava freneticamente nas arquibancadas, a vitória tantas vezes sonhada no GP Brasil nunca esteve tão próxima, mas tudo acabou ai, sem combustivel, Barrichello abandonou antes de chegar a curva do Laranja.

A corrida seguiu sem Barrichello, mas não por muito tempo, tempo suficiente para Coulthard perde-la parando nos boxes para um pit e para Raikkonen tambem perde-la errando no mergulho da junção e sendo ultrapassado por Fisichella, logo depois disso, 1 volta pra ser mais exato, Mark Webber estampou o muro da subida do Café.

Fernando Alonso não respeitou as bandeiras amarelas e ao entra na curva do café, a mais rápida da pista, achou um pneu pelo caminho, foi uma bela pancada. Suficiente para a bandeira vermelha e o fim da corrida. Fisichella comemorou sua segunda vitória na Formula 1, a última da Jordan em sua história, só que não foi tão fácil, por um erro da direção de prova qie considerou o resultado de 2 voltas antes do fim, Kimi Raikkonen foi declarado o vencedor, ele devolveu o trofeu em Imola.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

No ínicio...

A sessão No Ínicio em clima de GP Brasil, mostra dois talentos do Brasil pós Senna ainda nos tempos do kart, um vingou outro não.



Rubens Barrichello estreiou 1 ano depois de Christian na Formula 1, mas se mantem na categoria até os dias de hoje, já Christian correu de 1992 até 1994.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Wallpaper Motorhome

No Wallpaper de hoje nostalgia das novas, uma equipe que não existe mais, a BAR, um piloto que não corre mais que é Ricardo Zonta e uma curva que não existe mais, a primeira variante de monza, que foi reformulada no ano seguinte.



Para baixar é só clicar aqui.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Memória em Revista

Coluna de Rubens Barrichello, escrita após o GP do Brasil de 1995, primeiro sem Ayrton Senna.

sábado, 18 de setembro de 2010

ESPECIAL Carros da década #6

O sol batia forte naquela tarde em Interlagos quando os 20 carros que competiam pela temporada 2009 da Formula 1 largaram para o GP do Brasil, penultima etapa da temporada e que consagraria um carro que havia passado por tantas incertezas que até sua participação na temporada havia sido colocada em cheque. Hoje chegamos ao último capitulo de nosso primeiro especial no Blog Motorhome, o carro de hoje é o BGP001, que quebrou um tabu que permanecia desde o W196, quando o carro havia vencido em sua estréia, o BGP001 não só venceu em sua estréia, como venceu o titulo de pilotos e realizou o sonho de Ross Brawn, um grande estrategista que com muita fé e perseverança viu uma equipe com seu nome brilhar.

O sonho de Brawn

 

Quando Ross Brawn fechou o acordo com a Honda e comprou sua equipe pelo simbolico valor de 1 dolar, ele já tinha anos antes largado um emprego estável na unidade de pesquisa atômica da Grã-Bretanha para ir operar máquinas na fábrica da March. Após esse passo Ross galgou os degraus na Formula 1 com muita competência, mecânico de F-3 na March, operador de máquinas, depois técnico em desenvolvimento e depois engenheiro de aerodinâmica na Williams, engenheiro de aerodinâmica na Beatrice, projetista-chefe na Arrows (são dele os projetos do A10 e A10B), projetista-chefe na TWR, onde desenhou o Jaguar XJR-14 do mundial de protótipos, diretor-técnico da Benetton, diretor-técnico da Ferrari e finalmente chefe de equipe da Honda.

Ross Brawn e o BGP001

Porém nem toda essa bagagem no automobilismo deixou Ross Brawn calmo no primeiro teste do BGP001. Era uma manhã fria no autodromo de Silverstone, nos boxes, dentro de um carro inteiramente branco com filetes preto e cor de marca texto, Jenson Button ouve atento os conselhos de seu engenheiro, acompanhado de um Rubens Barrichello atento como uma criança, antes de acelerar pela primeira vez o carro com que ele conseguiria finalmente o título mundial de Formula 1. Depois de 4 meses de incertezas quando a Honda anunciou que abandonaria a Formula 1, Ross, Jenson e Rubens trabalharam incessamente durante o inverno europeu e enquanto todas as equipes testavam e evoluiam seus bólidos para a temporada, os três aguardavam.

Primeiro teste do BGP001
Depois das primeiras voltas com o carro na pista inglesa, Button desceu do carro e disse "o carro é muito bom, não sei onde vamos estar na Austrália mas o carro é competitivo e isso que importa". Na Austrália, eles estariam na primeira fila do grid de largada, após apenas uma semana de testes. O maior segredo estava na relação aerodinâmica do carro, desenvolvido nos sofisticados túneis de vento da Honda, com um novo difusor traseiro, interpretado por Ross Brawn perfeitamente e o casamento exato entre chassis e o potente motor Mercedes.

Jenson Button e Rubens Barrichello, dobradinha já na primeira corrida.
Após a largada do GP da Austrália, a Formula 1 viu 6 vitórias em 7 corridas de Jenson Button, na Australia, Malasia, China,Espanha, Mônaco e Turquia somadas as duas vitórias de Barrichello no ano em Valência(está a centésima vitória brasileira na Formula 1) e Monza, contabilizaram 8 vitórias para a estreante Brawn. Mas nem tudo foram rosas para a equipe, contrariados com a interpretação feita pela Brawn(e também por Toyota e Williams) na questão do difusor traseiro, Ferrari, Mclaren e Renault protestaram perante a FIA a legalidade do aparado. Enfim, após ameaças de ter seus resultados iniciais caçados, a Brawn foi julgada dentro do regulamento pela FIA no dia 15 de abril de 2009.

Polêmico Difusor
Assim a Brawn viveu dias de glória da F1, titulo de pilotos, de construtores, e mesmo com uma briga interna pelo titulo da temporada entre Barrichelo e Button e um crescimento sensacional da Red Bull, o clima dentro da equipe continuo o melhor possível, afinal todos sabiam que após os tempos de frustração com a Honda e a incerteza no inicio do ano, todos eles fizeram um grande campeonato. Ao fim do ano a Brawn foi vendida para a Mercedes, Rubens Barrichello transferiu-se para a Williams e Jenson Button levou o número 1 para a Mclaren. Era o fim da melhor equipe da década.

Barrichello vencendo a centésima corrida para o Brasil na F1, no capacete homenagem ao acidentado Massa.
O que diz Jock Clear, engenheiro de Barrichello sobre o BGP001: "As equipes estão projetando e desenvolvendo seus carros agora através de softwares, num mundo virtual. Nós não colocamos muita ênfase nos acertos do ano passado, até porque nosso carro era um ‘balde de merda’, como se diz no jargão da Fórmula 1. É melhor assim. O que faz nosso modelo atual ser tão bom é o trabalho feito pelos projetistas nos supercomputadores e no túnel de vento. É nesse tipo de informação que buscamos nosso acerto e conseguimos fazer isso com nossas ferramentas de simulação na fábrica"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Barrichello 300

Bom, como o blog começou após o GP 300 de Barrichello, deixo minha homenagem em tempo ainda para o 4º maior piloto brasileiro da história da F1, Barrichello além dos famosos 300 grandes prêmios, soma 11 vitórias, 68 podiums, 14 poles, 17 voltas mais rápidas em corrida, incriveis 637 pontos ocupando o quarto lugar na lista de todos os pilotos na história da F1 além é claro dos 2 vices campeonatos conquistado em 2002 e 2004. Agora deixo com vocês 18 fotos, uma de cada temporada em que Barrichello participou.

Em Donington 1993

Seu primeiro podium em Aida 1994, com Schumacher e Berger.
Na Italia em 1995

Na Italia 1996

A caminho do podium em Monaco 1997

Em Monaco 1998
Liderando o GP do Brasil de 1999
Primeira vitória na Alemanha 2000
Ferrari de luto no GP da Italia 2001 pelo atentado de 11 de Setembro
Apesar das 4 vitórias em 2002, o momento mais marcante da sua temporada foi o GP da Austria
Este trofeu foi conquistado depois de uma das mais belas corridas de Barrichello na F1, o GP Da Inglaterra em 2003.
Largando para o GP da China de 2004, onde conquistaria sua última vitória pela Ferrari.
Na chuva, correndo na Australia em 2005.
Nos Estados Unidos em 2006, já pela Honda.
Correndo com a Eco Honda na Malasia em 2007.
No Canada em 2008 em sua última temporada pela Honda.
Vencendo o GP da Itália em 2009, sua última vitória na F1 até o momento.
Nova fase, na Williams Barrichello lidera Schumacher e Button, no GP de Silverstone desse ano.