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sábado, 6 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #6

Para finalizarmos o especial GP do Brasil, vamos relembrar o melhor resultado da história da única equipe brasileira na F1, a Copersucar-Fittipaldi, com Emerson ao voltante no GP do Brasil de 1978, a Copersucar foi ao podium no segundo lugar, grandes lembranças, agora é esperar o GP Brasil 2010.



Emerson em Jacarepagua
Devido as reformas em Interlagos, o GP do Brasil de 1978 foi disputado no circuito de Jacarepagua no Rio de Janeiro, palco perfeito para a abertura do mundial daquele ano.

A corrida iria iniciar com Ronnie Peterson partindo na pole position com o Lotus antigo, seguido de Hunt, Andretti, Reutemann, Tambay, Villeneuve e filnamente Emerson Fittipaldi, partindo com seu novo carro.

A corrida começou bem para Reutemann que assumiu a ponta pra não perder mais e vencer sua primeira corrida na Ferrari e a primeira dos pneus Michellin, Andretti chegaria em segundo, mas na 57º de 63 o câmbio de seu carro travou na quarta marcha e ele abandonou a corrida.

Sorte de Emerson que resistia bravamente a pressão de Niki Lauda e acabou herdando a segunda posição, foi um grande dia para Emerson, para a Copersucar e para o Brasil!



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Passeio


Pra começar o dia, registro do passeio de Fittipaldi por São Paulo ontem a tarde, na foto ele estava passando pela ponte Estaiada, qualquer coisa de sensacional, abaixo o video.

Uma pena que esse eventos não sejam divulgados com antecedência, mas que foi incrivel, foi!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #2



Festa em Interlagos, Emerson vinha de vitória no GP da Argentina e era o bi-campeão mundial com o titulo ganho no ano anterior, as perspectivas tambem eram boas com Jose Carlos Pace e sua Brabham que estavam muito bem.

Houve especulações de que Ronnie Peterson iria transferir-se para a Shadow devido a falta de desempenho da Lotus, mas apesar disso ele permaneceu com piloto da Jean-Pierre Jarier com a Shadow conquistou sua segunda pole consecutiva com sobras. Emerson Fittipaldi , ficou em segundo lugar com seu McLaren , enquanto Carlos Reutemann (Brabham) e Niki Lauda (Ferrari) formaram a segunda fila na seguencia partia José Carlos Pace com sua Brabham. O treino classificatorio havia acabado com o monopolio da Akron no fornecimento de pneus, Mario Andretti decidiu utilizar pneus Goodyear pela primeira vez na Formula 1.
Pace número 8 pulando bem na largada, no fundo a esquerda a Lotus de Emerson lenta.
No inicio, Emerson teve problemas na largada e Reuteman ultrapassou o brasileiro e o pole Jarrier na primeira curva, Pace aproveitou e passou a terceiro na frente de Regazzoni, Lauda, Scheckter e Emerson que partiu lentamente. Jarrier não tinha a menor intenção de deixar Reuteman vencer e na quinta volta ele fez a ultrapassagem e começou a abrir do argentino deixando-o na alça de mira de Pace.
Jarrier, enquanto esteve na pista foi imbativel
Na volta 14, o brasileiro passou a frente de Reuteman e começou a caçar Jarrier, Mas Jarrier sobrava e abria 2,5s por volta após 10 voltas atrás de Jarrier o Shadow começou a falhar e Pace começou a diminuir a diferença. Na volta 33 o Shadow parou e Pace partiu para sua única vitória na Formula 1, seguido de Emerson formando a primeira dobradinha brasileira da história, no GP do Brasil.
Pace a frente de Reuteman
Jochen Mass terminou em terceiro com a outra Mclaren, Regazzoni e Lauda de Ferrari foram quarto e quinto respectivamente, James Hunt fechou os pontos com a Hesketh. Wilson Fittipaldi correndo com o Copersucar FD02 foi 13º uma volta atrás.

Parceria OCIOSO.com


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ESPECIAL GP Brasil #1

Começamos hoje o Especial GP Brasil, na semana de nossa corrida em casa conheceremos mais sobre os brasileiros que venceram o GP de casa, além de um bônus no sábado, o primeiro capitulo com Emerson e o GP Brasil de 1973.



Em 1973 o Brasil passou a sediar oficialmente uma corrida do campeonato mundial, o GP de 72, extra oficial havia ocorrido com sucesso e vitória de Emerson, agora o campeão mundial teria nova chance de correr frente a sua torcida disputando o titulo com Stewart.


Stewart que foi recebido com carinho pela torcida, ao sair da garagem da Tyrrel, ouviu da arquibancada o coro "1,2,3, Stewart é freguês”. “Sou o quê?”, perguntou o escocês. Traduziram e ele britanicamente tirou o boné preto e curvou-se, reverenciando a torcida, torcida que viu o sueco Ronnie Peterson marcar a pole position no sábado com Emerson partindo da segunda posição mesmo após os testes da equipe Lotus em Interlagos, semanas antes visando o GP Brasil, Stewart seria apenas o 8º no grid.

No domingo, o calor consumia Interlagos e a torcida ganhava uma refrescante ducha de água dos bombeiros enquanto esperavam a largada. Logo na partida o publico foi recompensado de qualquer esforço, Emerson saltou a frente de Peterson e Pace pulou para segunda posição com Stewart em terceiro, logo na segunda volta, Stewart já ultrapassa Pace que perde posição para Peterson também, o sueco inicia sua caçada a Stewart mas ela dura apenas até a 6ª volta.
Ickx teve um pneu furado

Com o abandono de Peterson, Ickx já vinha em terceiro brigando com Pace, mas o brasileiro sofria com problemas na suspensão de seu Surtess e abandonou a prova voltas depois. Outro brasileiro que participava da prova com um Surtess alugado era Luiz Pereira Bueno, o brasileiro completou 36 das 40 voltas e fechou na 12ª posição

As posições seguiram inalteradas até o fim, apenas Jackie Ickx teve um pneu furado e perdeu posições para o lutador Denny Hulme que vinha se recuperando de uma má largada para terminar na terceira posição. Emerson sem maiores problemas cruzou a linha de chegada 53 segundos a frente de Stewart e pode aproveitar a primeira vitória de um brasileiro em um GP oficial do Brasil de Formula 1.
Emerson comemora com a torcida.

O relato de Emerson em seu livro Uma Vida em Alta Velocidade: “A torcida ficou alucinada quando cruzei a linha de chegada. Lembro-me de me aproximar da bandeira quadriculada vendo todas as camisetas e as cabeças erguendo-se como um só corpo, toda a arquibancada de pé, gritando e aplaudindo. Vencer o primeiro Grande Prêmio brasileiro, principalmente em São Paulo, era muito especial para mim.”

Parceria OCIOSO.com

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESPECIAL Mulheres na Formula 1 #03

No terceiro capítulo do especial Mulheres na Formula 1 vamos conhecer hoje Divina Galica e descobrir que a Formula 1 foi apenas um pequeno capítulo desta mulher.

Esportista Nata
 
Divina nasceu em Bushey Heath na Inglaterra em 1944 e só foi alcançar a Formula 1 aos 34 anos, depois te ter participado de 3 edições das Olimpiadas de Inverno nas modalidades esqui alpino, slalom e ski, nesta última sendo capitã do time britânico.

Divina fez sua estreia na Formula 1 pela equipe Surtess modelo TS16/Cosworth no GP da Inglaterra de 1976, onde como já falei no último capítulo, houve um fato único quando duas mulheres estavam inscritas para a corrida. Divina assim como Lella Lombardi a outra inscrita, não conseguiu classificação para a corrida.

Dois anos depois em 1978 pela equipe Hesketh modelo 308E/Cosworth, Divina tentou classificar-se para os GP’s do Brasil e Argentina, também sem sucesso, terminado assim sua passagem pelo circo da Formula 1.
 
No GP da Inglaterra a bordo do Surtess número 13, uma das poucas vezes que foi usado.
Divina voltou aos esportes de Inverno e participou das Olimpiadas de Inverno em 1992 na modalidade esqui de velocidade. Ainda na velocidade foi instrutora da Skip Barber Racing School, uma das mais conceituadas escolas de pilotagem do mundo.
 
No GP da Alemanha de 77, novamente com o 13, seu número da sorte
Ano passado Divina voltou ao carro de Formula 1 aos 65 anos, em um evento de carros históricos, pilotando um Brabham BT37.

Divina Atualmente
Anos: 1976-1978 
Times: Surtess, Hesketh 
GP’s disputados 3 (0 largadas) 
Pontos 0

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Memória em Revista

Memórias em Revista traz hoje uma lembrança do segundo título mundial de Emerson Fittipaldi, não parecia que seria o último.

ESPECIAL Mulheres na F1 #2

Seguindo nosso especial Mulheres na Formula 1, teremos hoje o segundo capitulo com a primeira e até os dias de hoje, única mulher a pontuar na Formula 1, Maria Grazia Lombardi, ou apenas Lella Lombardi.

Única

Lella nasceu na cidade de Frugarolo na Itália em 1941, chegou a Formula 1 em 1974 com 33 anos, e fez sua estreia pela equipe Brabham com o BT42/Cosworth no GP da Inglaterra, apesar de seus esforços, Lella não conseguiu se classificar.

No ano seguinte Lella com a equipe March modelo 741/Cosworth participou de 11 grandes prêmios, não se classificando apenas no GP de Mônaco. Abandonou 5 corridas, apesar disso Lella fez história no confuso GP da Espanha, antes de completar 2/3 do total da corrida, o piloto Rolf Stommelen bateu seu carro matando 5 pessoas que assistiam a prova, a corrida assim foi encerrada e Lella que ocupava o sexto lugar tornou-se a primeira e única mulher a pontuar na Formula 1. Obteve também um sétimo lugar no GP da Alemanha além de completar em 14º nos Países Baixos(Holanda), 18º na França e 17º na Áustria. Ainda em 1975 tentou se classificar no GP dos Estados Unidos pela equipe Williams com o FW04/Cosworth, mas não obteve êxito.

Lella no GP da Austria de 74

Em 1976 Lella foi 14º no GP Brasil com um March 761/Cosworth mas na corrida seguinte foi substituída pela sueco Ronnie Peterson, seu companheiro na March durante a temporada de 75, Hans Stuck disse anos depois “Lella sempre ganhava o pior motor, o pior jogo de pneus. Ela era tecnicamente boa, entendia de mecânica, mas a March simplesmente a destratava”. 

No GP da Espanha de 75, prova que marcou meio ponto, a única mulher na história a conseguir o feito.
Ainda tentou se classificar para os GP da Inglaterra e Alemanha com um Brabham BT44B/Alfa Romeo da equipe RAM sem sucesso. Esse GP da Inglaterra é até hoje o único a ter duas mulheres inscritas, além de Lella, Divina Galica fazia sua primeira tentativa de se classificar na Formula 1. Lella encerrou sua carreira a bordo de um Brabham BT44B/Cosworth também da equipe RAM na Áustria chegando em 12º lugar.

Em Interlagos 1976
Lella seguiu no automobilismo até o fim dos anos 80 quando descobriu um câncer, ela faleceu em 1992.

Anos: 1974-1976
Times: Brabhan, March, Williams, RAM
GP’s disputados 17 (12 largadas)
Pontos 0,5

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Beltoise, uma vitória, muitas paixões.

Hoje na seção Perfil, conheceremos a história de Jean Pierre Beltoise, grande piloto das décadas de 60 e 70 na Formula 1.

ìnico das corridas com carros em 1966 na Alemanha


Jean-Pierre Beltoise, nascido na França em 1937, o inicio de Beltoise na velocidade aconteceu em corridas de motos, de 1961 até 1964 foram onze títulos nacionais de motociclismo. Beltoise viveu sua primeira experiência em carros na famosa Targa Florio onde utilizou uma Bonnet, ainda com este mesmo carro, participou dos 1.000 quilômetros de Nurburgring e nas 24 horas de Le Mans. Após isso, em 1964 foi convidado por René Bonnet, fabricante de carros, a participar de sua equipe na Formula 2, porém um acidente no circuito de Reims, deixou Beltoise vários meses em recuperaçao. No ano seguinte, já recuperado assumiu a vaga na equipe Matra na Formula 3, a Matra havia comprado a equipe de Bonnet, e logo os resultados de Beltoise começaram a aparecer.

Beltoise em Mônaco 1969
Venceu em Reims e Cognac, chegou em segundo em Ruão, Magny-Cours e Montlhéry e se tornou campeão francês de Formula 3. No ano seguinte passou para Formula 2 e venceu o GP da Alemanha, com os segundos lugares no GP da França e também em Le Mans, tornou-se campeão francês de Formula 2. Disputando a temporada argentina de Formula 3, em 1967, ganhou 4 corridas, o que lhe valeu o apelido de "el Ganador". Em 1968, depois de vencer em Hockenheim, Madri e Zandvoort, foi campeão europeu de Formula 2.

Beltoise liderado por Ickx na França em 1969
Beltoise estreou na Formula 1 em 1969, como companheiro de Jackie Stewart, na equipe Matra, classificando-se em quinto lugar no Campeonato Mundial de Pilotos daquele ano. Com a saída de Stewart da equipe, em 1970, Beltoise tornou-se o piloto número 1 da Matra, porém o carro já não era tão competitivo e Beltoise terminou o campeonato apenas em nono lugar.

A frente de Stewart na Holanda 1970
As maiores vitórias de Jean-Pierre Beltoise, foram com esporte-protótipos da equipe francesa, fazendo parceria com Pescarolo e Cevert. Ai também encontraria sua maior tristeza, o acidente em que morreu o piloto italiano Ignazio Giunti, no 1.000 quilômetros de Buenos Aires de 1971. Acusado por todos como culpado, por empurrar seu carro sem gasolina pelo meio da pista, a FIA o suspendeu das corridas por seis meses.

A frente de Jack Brabham na Espanha 1970
Passou para a BRM em 1972 e com o novo carro conseguiu sua primeira vitória na Formula 1, o GP de Mônaco, disputado sob um verdadeiro dilúvio, essa foi a última vitória da BRM na Formula 1. Venceu ainda em Brands Hatch uma prova de Formula 1 que não era válida pelo campeonato. Em 1973 sua melhor colocação foi um quarto lugar no GP do Canadá. Mas começou bem a temporada de 1974, com o segundo lugar na África do Sul e o quinto na Argentina e Bélgica.
 
Primeira e única vitória na Formula 1 em Mônaco 1972
 Retirou-se da Formula 1 ao fim de 1974. Esporadicamente participou de corridas de Turismo na França, venceu o Campeonato Francês  corrende de BMW. Após isso participou de ralis pela equipe Alpine Renault, carro com qual venceu também o Campeonato Francês de Rali. Durante os anos 80 voltou a correr de turismo.

Jacqueline e Jean Pierre Beltoise
Na vida pessoal, Beltoise casou-se com a irmã de François Cevert, Jacqueline Beltoise. Atualmente vive com ela e torce por seu filho Anthony Beltoise que é piloto de carros de turismo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Memória em Revista

Memória em Revista de hoje traz grandes lembranças, a única vitória de Pace na Formula 1, o GP do Brasil de 1975.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

No ínicio...

No ínicio de hoje traz uma curiosidade sobre a carreira de Nelson Piquet, como todos sabem Nelson fez sua estreia na Formula 1 a bordo de um Ensign no GP da Alemanha de 1978, porem nas tres coridas seguintes Piquet correu com um carro Mclaren M23, mas engana-se quem pense que Piquet correu pela famosa escuderia britânica, Nelson na verdade correu pela BS Fabricantions, a convite de Bob Sparshott por uma inidicação feita por Jack Brabham, Nelson acertou para correr os GP's da Holanda, Austria e Itália. Após essas três corridas, nelson somou apenas um nono lugar no GP Itália(corrida que foi marcada pelo acidente que vitimou Ronnie Peterson) e dois abandonos.

Foi o suficiente, Dave Simms, diretor da equipe fez uma previsão que o tempo se encarregou de confirmar: "Aposto todo meu dinheiro: Nelson Piquet será campeão em no máximo três anos".


Um detalhe, o M23 foi o carro usado pela equipe Mclaren na temporada de 1973, a longo dos anos foi sendo modificado pela própria Mclaren que aposentou o chassis ao fim de 1977, quando passou a vende-lo para terceiros.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Morre Peter Warr

Peter Warr
Terminamos o dia com uma noticia muito triste, Peter Warr, ex-chefe de equipe de Lotus, Wolf e Fittipaldi durante as décadas de 70 e 80, morreu ontem na França, após um infarto fulminante.

Warr tem extensa ligação com os pilotos brasileiros, foi chefe de equipe de Emerson, Nelson e Ayrton, além de comandar a equipe Fittipaldi a partir de 79.

Outro grande feito de Warr, foi comandar a equipe Wolf na sua primeira vitória, no GP da Argentina em 1977.

Warr desligou-se da F1 em 1989, após longos anos de sucesso. Uma nota interessante sobre Warr é que, quando Ayrton Senna morreu, ele estava em um campo de golfe na Inglaterra, relatou que recebeu a noticia e não demostrou grandes emoções, quase 1 mês depois em sua casa, desabou em um pranto incontrolavel. Que esteja em paz Peter Warr.

Peter Warr recebendo Ayrton Senna, após a primeira vitória do brasileiro em 1985

Memória em Revista

Hoje um personagem da F1, Frank Williams, antes de sofrer o acidente que o deixou paraplégico, Frank fazia de tudo na Formula 1.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

40 anos, a primeira vitória.

Primeira vitória na quarta corrida com Formula 1

No dia 4 de Outubro de 1970, exatamente 40 anos atrás, o Brasil entrava de forma definitiva no cenário automobilistico mundial, Emerson Fittipaldi conquistava uma vitória importantissima, além de ser sua primeira na F1, e também a primeira de um brasileiro guiando no campeonato oficial de F1(Chico Landi venceu o GP de Bali em 1949 com Formula 1, mas o campeonato oficial ainda não existia.) ela foi decisiva para o desfecho do campeonato de 1970, Jochen Rindt, morto poucos dias antes no GP da Itália, liderava o campeonato e sem que Jacky Ickx pudesse vencer a corrida, tornou-se o primeiro e único campeão do mundo postumo.

Abaixo uma pequena homenagem minha e do blog motorhome ao grande Fittipaldi.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Memória em Revista

Hoje temos uma frase de Jackie Stewart, quando Emerson surgia no automobilismo internacional.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Memórias de Quinta


Tudo começou partindo da primeira fila Stewart e Cevert logo despacharam a concorrência no velho Nurburgring com seus mais de 23km e sem maiores problemas conquistaram após 14 voltas, mais uma dobradinha para a equipe Tyrrel com mais de 40 segundos para Jacky Ickyx, o GP da Alemanha de 73 também contou com uma grande participação dos pilotos brasileiros. José Carlos Pace fez a volta mais rápida com 7 minutos, 11 segundos e 4 décimos! Além de conquistar o quarto lugar na prova, seguido de Wilsinho Fitipaldi com sua Brabham-Ford e Emerson Fittipaldi fechou os seis primeiros com sua Lotus-Ford.

Após a dobradinha, Stewart e Cevert aproveitaram seus últimos momentos felizes na Formula 1, veja o video com a chegada e o podium:



Após a corrida de Nurburgring, foram disputados os GP's da Austria e da Itália vencidos por Ronnie Peterson da Lotus, na prova italiana Jackie Stewart chegou em quarto lugar e conquistou o tricampeonato mundial, mas ainda restava a excursão a América do Norte,  com o GP do Canadá e dos Estados Unidos,  no GP do Canadá vencido por Peter Revson, Stewart chegou na quinta colocação.

Chegando ao GP dos Estados Unidos em Watkins Glens, todos esperavam mais uma festa do trio Stewart-Cevert-Tyrrel, porém nos treinos preparatórios a trágedia: Cevert escapa em uma curva onde os guard-rails não estavam bem fixados e tem uma morte instantanea. Chocados com o acontecimento Stewart e Ken Tyrrel decidem não participar mais do GP americano, finalizando assim a época mais gloriosa da Tyrrel.

Stewart encerra sua carreira na Formula 1 com 99 grandes prêmios e 27 vitórias(recorde que só seria quebrado por Alain Prost nos anos 80), mas de forma triste e melancolica com a perda de seu fiel escudeiro e amigo François Cevert.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ESPECIAL Carros da década #3

Depois da íncrivel Mercedes W196 e do revolucinário Cooper T51 chegamos hoje a Ferrari 312T, carro que deu o primeiro título mundial a Niki Lauda e também quebrou um jejum de 11 anos da Ferrari sem um titulo de pilotos.

A renovação consagrada



Na Itália, Niki Lauda foi o terceiro, mas o sexto lugar bastaria para garantir seu primeiro título. O austriaco de 26 anos mereceu a consagração. Detentor de nove pole positions, ele conseguiu o maior número de vitórias(quatro), às quais ainda se juntaria a do GP dos Estados Unidos, a última etapa do campeonato. Fazia 10 anos que a Formula 1 era dominada pelas equipes inglesas, em parte graças ao fabuloso V8 Ford-Cosworth, que havia ganha sete títulos consecutivos. Lauda encerrou a série impondo pela primeira vez, a presença de um V12 na lista dos vencedores. A 312T era o resultado de uma reorganização completa da escuderia em consequência de uma temporada catastrófica em 1973. Depois de oito meses de exílio, Mauro Forghieri foi reconduzido ao cargo de diretor técnico, ao mesmo tempo que a Ferrari abandonava o campeonato de protótipos para concentrar sua força na Formula 1.

Clay em Mônaco 1975


O conceito da 312T se baseava na filosofia de um baixo momento polar de inércia, um sábio coquetel integrava um centro de gavidade o mais baixo possível, pequena distância entre eixos e distribuição de pesos equilibrada. Prolongamento da 312B3 de 1974 e concebida em torno do motor de 12 cilindros opostos lançado em 1969, a 312T adotava um inédito câmbio transversal (o T da sigla) com cinco marchas, o que permitiu reduzir o comprimento em 190 milímetros. Em sua apresentação pública, no dia 27 de setembro de 1974, ela foi tão bem recebida quanto o fora o Lotus 71 em 1970. Depois de um intenso programa de testes na ultramoderna pista privada de Fiorano, às portas de Maranello, a 312T estreou modestamente na África do Sul. Em Seguida, Lauda venceu três provas consecutivas. À exceção da Suécia, a 312T se adaptava bem a todos os tipos de traçado. Ela era resistente e seu motor desenvolvia 15 cavalos a mais que o V8 Cosworth. O título estava a caminho.

Lauda e Regazzoni liderando a largada para o GP da Espanha em 1975

Clay Regazzoni e Niki Lauda. O primeiro deles perdeu o título de 74 por pouco, no ano seguinte o outro não deixou passar em branco sua chance.

Lauda no GP Brasil de 1975

"O computador", esse apelido já era adicionado ao nome de Lauda, a ele concerteza, não faltava talento, mas ele era acima de tudo um trabalhador incansável.

Motor Ferrari

Os 12 cilindros "boxer" de 3 litros e 48 válvulas de 312T. Criado em 1969, esse motor contribuiu para os três últimos títulos da Ferrari, com Lauda(1975 e 1977) e Jody Scheckter (1979). Em 10 anos, sua potência passou de 460 cavalos( a 11.600rpm) para 515(a 12.400rpm).


Lauda, Forghieri e Clay
Depoimento de Niki Lauda sobre a 312T: "Quando se virava o volante da B3 de 1974, não acontecia nada, já a 312T, ao contrário, obedecia imediatamente. Essa era grande diferença. O comportamento da T era muito mais progressivo e podia-se até deixá-la neutra. Quanto à vantagem de potência, da ordem de 15 ou 20 cavalos em relação aos V8 Cosworth, não era real. Na verdade, O Cosworth tinha mais torque, e suas acelerações e velocidade final eram muito próximas das obtidas pelo motor Ferrari. A única vantagem real sobre a concorrência inglesa era que ela se adaptava a quase todos os circuitos. A 312T foi a obra-prima de Mauro Forghieri, um autêntico gênio. Ela era uma verdadeira jóia."